21 de setembro de 2013

Uma vitória do meio campo

Tal como afirmei na semana passada, a definição do meio campo seria essencial para traçar o rumo do sucesso. No jogo frente ao Arouca a importância desse setor do terreno foi fundamental. Mau grado as excelentes exibições de um defesa como Santos e um avançado como Eder, foi no meio campo que ganhamos o jogo. Não tive acesso a qualquer estatística mas tenho a certeza que o número de passes certos subiu consideravelmente. A equipa trocou melhor a bola e fez com mais eficácia a transição ofensiva.
Na minha opinião, Ruben Micael, mau grado aquela irritante aversão ao golo, é uma peça fundamental no meio campo ofensivo; como seria o Rafa se tivesse um pouco mais de maturidade em termos de jogo de equipa. Seja como for, o comportamento do trio de médios foi, a meu ver, a chave do triunfo.
É claro que o desafio do próximo fim-de-semana será muito mais difícil; as coisas podem até não correr tao bem, mas o jogo de ontem veio confirmar que estamos no bom caminho.

É caso para dizer que, mesmo continuando às apalpadelas, o nevoeiro vai-se dissipando.

16 de setembro de 2013

Mesmo às apalpadelas haveremos de lá ir


Gostava de ter paciência para contar o número de jogadores que Jesualdo Ferreira já usou nos seis jogos oficiais que disputamos. Não o faço porque não me apetece mas o leitor concordará que são muitos.
Na verdade custa um pouco entender porque é que o professor ainda não acertou com um onze-base.
Penso que grande parte dos nossos problemas resulta da dificuldade em encontrar um trio de meio campo capaz de “ganhar raízes”.  Mauro é bom. Mas será mais eficaz que Custódio? Micael poderia fazer esquecer Hugo Viana mas não faz. Luiz Carlos é bom, mas será melhor que Ruben Micael? Mossoró continua a não me sair da memória. Nem da do professor, acredito. Mas o seu substituto ideal seria Micael, Rafa, Alan ou até Luís Silva? Não sei nem o professor parece saber.
Grande parte do problema nasceu com a tentativa falhada de adaptar Alan a dez. Depois o professor tentou dar mais protagonismo a Micael na construção ofensiva mas, para além de falhar vários golos, Micael foi vítima das super sapientes opiniões de muitos de nós, treinadores de bancada. E agora? Poderá o Braga, neste sistema de jogo, fazer boas exibições sem um bom maestro no meio campo ofensivo? Eu julgo que não. E continuo convencido que, por mais experiências que o professor faça, vai ter de se render ao RAFA.

Só mais duas “coisinhas”: Custódio e Éder. Éder e Custódio. Sempre, carago!

2 de setembro de 2013

Afinal, ainda havia por onde piorar

Nem tudo foi mau.
É certo que alguns jogadores não estão a corresponder ao que deles se esperava; o treinador parece que ainda não sabe se há um onze base; o presidente talvez ainda hesite sobre a definição final do plantel; alguns jogadores talvez não devessem ser emprestados. Isto foi mau. Isto é mau.
Mas nem tudo foi mau, como escrevi acima. Algumas coisas foram piores.
Nós, adeptos, talvez ainda tenhamos, também, muito que aprender. Talvez esta falta de paciência, esta exigência desenfreada em nos tornarmos "grandes" nos esteja a toldar a razão.
É que isto de querer ser grande tem muito que se lhe diga. Ser "grande", no futebol, não é só querer títulos. É também exigir tudo em pouco tempo; assobiar e insultar os atletas; entrar em confrontos com os adeptos adversários.
E é por isso que eu não quero que o meu Braga seja "grande". Queria que fosse diferente...
Hoje, umas coisas foram más e outras foram piores. Ainda assim, continuo a acreditar numa grande época. Com Jesualdo, com estes jogadores e até com estes adeptos.