12 de maio de 2013

O nome do verdadeiro infortúnio do Braga

Infortúnio, azar, infelicidade, quantas mais palavras houvesse mais fariam parte do vocabulário do homem que ocupou o lugar do treinador no banco do Sporting de Braga esta época. Ontem assistimos a mais um episódio deste infortunio, com uma derrota muito pesada (1-3) em casa com o Nacional da Madeira, equipa que, em treze confrontos, nunca tinha ganho em Braga.  O jogo foi o mais autêntico exemplo do que foi a época desportiva do Braga.
Na realidade, o verdadeiro infortúnio do maior clube do Minho foi o facto de António Salvador ter-se lembrado de ir buscar um suposto profissional de futebol que apenas realizou duas épocas no principal escalão do futebol português, que ficou associado a um dos episódios mais negativos de uma seleção das Arábias, ou que foi corrido do Panatinaikos ou do Rapid de Bucareste. Se isto é currículo que se apresente num treinador que pretendia valorizar o melhor e mais caro plantel da história de um clube, estamos conversados. Ganhou uma taça, é verdade, a jogar contra 10 e beneficiando de uma grande penalidade. Jamais saberemos como teriam corrido as coisas onze contra onze...
44 golos sofridos é um recorde negativo da era Salvador, apenas menos 4 golos sofridos que o Moreirense que está neste momento nos lugares de descida de divisão. Não foi por falta de capacidade no plantel principal, muito menos pelas lesões que afectaram o eixo a meio da época, até porque foi nessa altura que a equipa passou a sofrer menos golos... É falta de coordenação nas tarefas defensivas e uma forma de jogar que constantemente expõe a equipa a contra ataques e a infantilidades, que o jogo de ontem espelhou na perfeição. 3 golos sofridos em 4 minutos é obra! Sair derrotado em 1/3 dos jogos da Liga também é um feito assinalável, sendo que 5 dessas derrotas foram perante os adeptos... E que dizer das vitórias? Muitas delas sofridas, sempre a sofrer calafrios na defesa e com quase total inoperância no banco de suplentes. A isto se chama brincar com a sorte.
Por isso mesmo, apreciei as palavras de António Salvador no final da partida de ontem, todavia não entendo. O presidente do Braga andou a dormir até agora? Não escutou os apelos dos adeptos em dezembro ou fevereiro, porquê?
Não tenho memória de ter saído tantas vezes em elevado estado de tensão como este ano! Apesar de tudo nunca desisti, porque sempre acreditei que ainda era possível minimizar os estragos, afinal a equipa tem talento.
Quanto a José Peseiro, foi indiscutivelmente o pior treinador que passou pelo Braga desde que sou associado e já lá vão 15 anos. Esta avaliação naturalmente tem que ser feita tendo em conta os recursos que se dispõe. Nesse aspecto foi indicutivelmente mau. Que vá enganar clubes estrangeiros, ou comentadores de programas desportivos, com a sua aparente competência.
Parabéns ao Paços de Ferreira! Fez uma época exemplar, sob o comando de Paulo Fonseca, mas que também deve o seu mérito a José Peseiro, que conseguiu não fazer o que lhe competia. Bastava ter feito 60 pontos, o mínimo para os recursos que possuía em mãos. Os adeptos do Paços deveriam fazer uma estátua ao Peseiro...

PS - A esperança agora chama-se Domingos Paciência. Era tão bom tê-lo de volta ao banco do Braga. Competência, concentração, eficácia e, muito, muito carisma!