25 de fevereiro de 2013

Selvajaria em Guimarães: árbitro, polícias e governo responsabilizam Vitória de Guimarães



A reacção é unânime: árbitro, polícia e Governo vieram a público condenar o Vitória de Guimarães pelos confrontos que se verificaram no último jogo entre as equipas B de Braga e Vitória. A opinião de todos é a de que a responsabilidade da segurança é do clube que organizou a partida. Recorde-se que o Sporting de Braga jogava sob protesto devido à falta de condições de segurança, facto ignorado pelos vimaranenses. Espera-se mão pesada da Liga de Clubes contra quem permitiu que isto acontecesse, contra quem semeou este clima de terror e contra quem perpetrou espancamentos.

"Mas quando a imaginação se torna realidade e assistimos, no meio de centenas, talvez milhares de adeptos entre eles, MULHERES e CRIANÇAS, que aproveitam a sua tarde de descanso para irem ao futebol, e em vez de assistirem a um jogo, vivem uma "Batalha Campal", isso de facto é LAMENTÁVEL. E porquê?? Pura e simplesmente pela falta de policiamento (algo permitido por Lei) e que poderia ter consequências EXTREMAS. Será que tem de haver mortes para que possamos repensar esta Lei, ou será que o espectáculo extra faz parte dos objectivos???? Mais do que uma situação lamentável, é uma realidade alarmante. HOJE ASSISTI A ESSA REALIDADE....." (árbitro Hugo Pacheco)

"Quem organiza o jogo é responsável pela sua segurança: sempre assim foi e é assim que terá que ser sempre [...] Mas, o risco é grande. Na minha opinião, acho que, se os clubes continuarem a insistir nisso [ausência de policiamento], o que há a fazer é mudar a lei [...] as entidades desportivas estão a pôr em causa, por questões economicistas, a segurança das pessoas" (Armando Ferreira, Associação de Polícias)

"Alguns dirão que hoje está a ser mais usada essa dispensa da requisição de policiamento. Talvez, mas essa é uma decisão que compete aos clubes. Eles já podiam fazer isso. Continuam a poder fazê-lo e a responsabilidade é de cada clube, quando decide requisitar ou não requisitar a polícia". (Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna)