28 de fevereiro de 2013

Como deturpar a realidade?

Está em marcha uma campanha de intoxicação da opinião pública em relação aos actos ocorridos no Estádio do Guimarães no último Domingo. O episódio mais recente diz respeito à deliberação da Comissão de Instrução e Inquérito (CII) da Liga. Ao contrário do que é veiculado nos sites dos adeptos do VSC e é secundado por alguns jornais menos competentes, o que a CII escreve é que nem o Braga é condenado a jogar à porta fechada nem o VSC é condenado a derrota porque já foram condenados pelos mesmos actos que poderiam levar a esses castigos. Perceberam ou vão continuar a debitar má fé?

O deplorável culto da violência em Guimarães

Os infelizes acontecimentos dos últimos dias têm mostrado que entre Braga e Guimarães há muito mais do que 16 quilómetros de distância. De um lado, um clube e um Presidente que condenam a violência de forma inequívoca mesmo quando os actos são praticados por criminosos que não se sabe terem qualquer ligação ao Braga; do outro lado um clube e um Presidente que tenta arranjar justificativos para o inaceitável, intolerável e vergonhoso comportamento dos adeptos do Guimarães. Há limites para a decência?

"O Vitória caiu numa armadilha", Presidente do Guimarães no comentário à invasão e agressão da bancada dos visitantes feita pelos adeptos do seu clube.

António Salvador repudia ataque ao autocarro do Benfica, Presidente do Braga no comentário ao arremesso de pedras contra o autocarro do Benfica, efectuado por criminosos desconhecidos e, como tal, sem qualquer ligação comprovada ao Sp. de Braga.

Desconhecidos apedrejaram autocarro do Benfica

O autocarro que transportava a equipa do Benfica foi apedrejado perto da entrada da A3 no final do jogo com o Sporting Clube de Braga. O acto criminoso, praticado por desconhecidos, manchou um jogo que já tinha ficado marcado por confrontos entre as forças de segurança e os adeptos do Benfica, por arremesso de cadeiras para o piso inferior do Estádio Axa. Apesar de não se conhecerem os autores do apedrejamento, António Salvador, presidente do Braga, voltou a ser grande e a condenar de forma inequívoca aquele acto.

É tempo de todos os que gostam do futebol se unirem contra a violência.

27 de fevereiro de 2013

Guerreiros do Minho vão à Final da Taça da Liga

Braga vs Benfica

Apesar de se ter apresentado como uma equipa lutadora e determinada a vencer, o Braga precisou do desempate por grandes penalidades para carimbar o acesso à Final da Taça da Liga que será disputada no dia 14 de Abril em Coimbra. Quim foi o herói de uma noite em que Custódio, João Pedro e Rúben Amorim marcaram os golos que garantiram a vitória do Braga.

Depois de ter caído nos penaltis frente ao Gil Vicente na época passada, o Braga estreia-se na final da Taça da Liga, procurando o troféu que escapa à equipa sensação da última década.

O que Amadeu Portilha não viu...

Para além dos lamentáveis acontecimentos que mais uma vez interromperam um jogo em Guimarães, o que tem deixado o país em completo estado de choque é a forma como a cidade e os adeptos chamados "normais" reagiram a tudo isto: primeiro aplaudiram no próprio estádio, depois defenderam nas redes sociais e nos blogs. O que também não se esperava é que pessoas com responsabilidade como Amadeu Portilha (da Cidade Europeia do Desporto) ou Luís Cirilo (ex-deputado, Gov. Civil e dirigente do PSD) entrassem no discurso parcial e cego típico das claques.

O primeiro escreve no seu blog uma série de supostos factos, ignorando outros, ao gosto da conveniência: ou será que Amadeu Portilha não viu os petardos e as dezenas de cadeiras que foram arremessados pelos adeptos do VSC contra a bancada do SCB no jogo disputado no Estádio Axa? Quanto aos factos de Domingo, a tentativa de distorção da realidade é óbvia: ao contrário do que alguns querem fazer passar e do que aquela pseudo-televisão local paga a expensas do contribuinte quis dizer, não há nenhuma imagem que mostre os adeptos do Braga a começarem os confrontos; o que há, aliás, são imagens que começam SEMPRE com cadeiras a serem arremessadas no sentido da bancada onde estavam os adeptos do SCB.

O segundo escreveu o que já se sabe e o que todo o país leu e condenou.

Estão bem um para o outro e estão mal para uma cidade de Guimarães que devia condenar em uníssono a violência degradante a que o país, a Europa e o mundo assistiram Domingo.

25 de fevereiro de 2013

Carta Aberta ao Presidente do Vitória de Guimarães

Ex.mos Senhores,
Direcção do Vitória Sport Clube de Guimarães,

Ontem, dia 24 de Fevereiro de 2013, o Estádio D. Afonso Henriques transformou-se no palco de uma das páginas mais negras do desporto no nosso país.

Infelizmente, nenhum clube tem o exclusivo da dignidadede e seriedade e os episódios de violência podem esporadicamente atormentar os mais bem intencionados clubes.

Há algumas semanas atrás faleceu um adepto do S.C. de Braga, perseguido na sequência de lamentáveis confrontos com uma claque rival. Pensávamos que isso teria servido de alerta e reflexão para todos os intervenientes na indústria do futebol. Parece que não. Dentro do próprio S.C. de Braga existe uma minoria de adeptos desordeiros que há dias manchou a boa imagem deste clube, na recepção ao Paços de Ferreira. Também aí a claque adversária soltou impropérios, provocações, arremessou cadeiras. Mas nada poderia justificar a atitude vil de um grupo de desordeiros que quis tirar partido da situação. Nessa altura, muitos adeptos do Braga sentiram vergonha de tais actos. Nessa noite, muitos como eu que estavam presentes naquela bancada, quando os viram deslocarem-se, gritaram-lhes "Deixem-se de palhaçadas, vamos é ver a bola! Voltem ao vosso lugar!", fazendo-lhes mesmo gestos indignados! Vaiando-os! De tal modo, que mesmo com grande gravidade criada, a actuação dessa pequena minoria não degenerou em confrontos físicos. E não terá sido pelos "stewards" ou pelos 2 ou 3 enfermeiros da cruz vermelha que se interpuseram: se tivessem querido efectivamente agredir não teria sido isso essa meia-dúzia de pessoas a impedi-los! Foi também porque o pequeno grupo de desordeiros terá pressentido pela reacção de toda a bancada que tinham ido longe demais! Ficaram-se pela palhaçada dos arremessos de cadeiras. O que não deixou de ser muitíssimo grave!

Nessa noite, o digníssimo Presidente do S.C. de Braga, surpreendido com a inesperada emergência de tais episódios no seu estádio, teve a elevação moral de logo naquele momento e perante as câmaras de televisão de todo o país, condenar os actos dos seus próprios adeptos e assumir inequivocamente a responsabilidade em nome do S.C. de Braga! Pedindo mesmo desculpas formais e em directo ao F.C. Paços de Ferreira e seus adeptos! Não apagou a vergonha, mas ficou pelo menos um assomo de dignidade! Para que os normais adeptos do nosso clube pudessem enfrentar com coragem os problemas no seu próprio clube.

Mas ontem o que se passou no Estádio D. Afonso Henriques foi de uma gravidade e de um patamar de violência inédito. Passou-se mesmo aos confrontos directos e houve umas dezenas de adeptos do Braga que foram perseguidos e agredidos em pleno estádio por centenas de adeptos do Vitória S.C. Guimarães. Vocês possuirão diversas imagens que documentam o sucedido, com dezenas de adeptos a agredir repetidamente um ou dois adeptos do Braga que não conseguiram fugir. Por sorte, por mera sorte, ninguém faleceu! Apesar de vários terem recebido tratamento hospitalar.

Perante tais factos, venho junto de V.as Ex.cias, e na esperança que esta espiral de violência possa ter um sinal de contenção, procurar resposta para estas dilacerantes questões:

- Porque razão, atento o histórico de rivalidade entre os dois clubes, a Direcção do Vitória S.C. de Guimarães entendeu não haver razões para policiamento neste jogo?

- Sobretudo quando tal jogo seria no dia imediatamente a seguir a uma deslocação do Vitória S.C. a Braga (onde, precisamente por ser um jogo historicamente de alto risco, estiveram presentes 90 agentes da P.S.P. para proteger os adeptos vitorianos, que se constatou terem sido bem necessários)?

- E ainda por cima, com alertas, avisos e até protestos formais prévios por parte do S.C. de Braga?

- Mas, o mais perturbador: porque razão, mesmo quando a própria Polícia percebeu a gravidade da situação, e se dispôs ela própria a sua expensas policiar esta deslocação, não teve permissão por parte da Direcção do Vitória S.C. de Guimarães para entrar previamente no Estádio?

- E porque é que após o eclodir dos confrontos demorou cerca de 10 minutos a serem chamados?

- E, por outro lado, mesmo independentemente da questão policial: como é possível que tendo um estádio praticamente vazio, a Direcção do Vitória S.C. de Guimarães tenha colocado as escassas dezenas de adeptos visitantes na área confinante à claque do Vitória S.C., e com comunicação física entre ambas as bancadas?

Posto isto, torna-se difícil acreditar que V.as Ex.as não soubessem do que se iria passar. Além de nada fazerem para o impedir, fica a tristíssima conclusão que vocês deliberadamente contribuíram para o sucedido ao posicionarem as claques em áreas confinantes. E ao não convocarem o policiamento  E ao não terem permitido que antes do jogo a Polícia já estivesse dentro do estádio. E a demorarem depois a recorrer a ela.

Ontem, por sorte, não faleceu ninguém. Mas há imagens que falam por si e são arrepiantes. Que a todos no merecem a mais veemente condenação. Contudo, a mera condenação e palavras "leva-as o vento", como diz o nosso povo.

Com tal atitude, vocês inauguraram um novo patamar de violência nos nossos estádios. Já não é um grupo de desordeiros: é a Direcção de um clube de futebol que prevendo o que se iria passar não só nada faz para o impedir, como dispõe as coisas para que isso aconteça.

Não vale a pena "assobiar para o ar", ou tentar atirar as culpas para a Polícia (que tentou evitar além do que lhe era exigido) ou do Governo (o facto de os clubes poderem dispensar o policiamento deve ser unicamente para jogos sem risco de confrontação - o que era a antítese deste jogo). Nem sequer se podem refugiar no argumento de falta de verbas: a Polícia, por sua própria consciência (que não vossa), até acabou por comparecer.

Espero que possam reflectir sobre o que se passou... antes que a morte de seres humanos vos faça, a final, rebater a consciência. Aí será tarde. E não haverá palavras de lamento que remedeiem. Soará a hipocrisia. A cinismo.

Convido-vos, e a todos os adeptos de bom senso do Vitoria S.C. de Guimarães, a reflectir seriamente no que se passou e a começarem pelo óbvio: um pedido de desculpas formal ao Sporting Clube de Braga e aos seus adeptos, pois nada justificaria o que se passou ontem!

Seria o início.
Seria o sinal de que essa Direcção afinal se distancia de facto, e não por palavras vagas e genéricas, da violência cometida pelos seus próprios adeptos.
Seria o início de uma nova atitude em que a Direcção repudiaria mesmo o simples facto de que um estádio inteiro tenha batido palmas às agressões (o que, graças a Deus, esteve longe de ser o que se passou aqui em Braga).
Seria o início de uma reflexão que levasse os adeptos de boa fé de ambos os clubes a enfrentarem este problema de frente.
Mas para tal era necessária uma Direcção com CORAGEM!
Com coragem para enfrentar a própria mentalidade da sua massa associativa que bate palmas à agressão a pessoas simplesmente por serem de Braga.
Com coragem para lutar pela educação, pelo civismo, pela DIGNIDADE!
Claro que de todos, sem excepção!
Mas inequivocamente a começar pela assunção da gravidade das vossas próprias responsabilidades no que ontem se passou.

Após assunção dessas responsabilidades e um pedido de desculpas formal ao S.C. Braga, terão aqui inúmeros seguidores! Inúmeros braguistas que vos apoiarão! Vocês sabem-no: há aqui adeptos vitorianos inscritos e ouvidos neste fórum! Inúmeros braguistas que vos aplaudirão e seguirão os vossos passos na implementação de medidas contra a violência!
Mas têm que ter coragem!

Com cordiais saudações desportivas, e na esperança que a vossa actuação vá muito para além de palavras vagas, e mostre que efectivamente têm coragem para enfrentar o problema de fundo, sem rodeios e de modo a que se possa criar um clima menos doentio nas relações entre nossos os dois clubes, me subscrevo,

C.A. no fórum SuperBraga.com

Comunicado da SC Braga, SAD sobre os incidentes de Guimarães


Face aos acontecimentos verificados no jogo Vitória SC B com o SC Braga B, no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, faz, a Administração da SAD do SC Braga, saber o seguinte:
Ponto 1 – Antes da realização deste jogo, o SC Braga teve conhecimento da possibilidade do não policiamento do mesmo. Em tempo devido demonstrou, junto do Vitória Sport Clube, da Liga de Clubes e da PSP, a preocupação por este facto, alertando para o elevado risco que representa sempre um Derby entre os dois clubes e sugerindo por isso o policiamento e a classificação deste como sendo um jogo de “nível 1”.
Ponto 2 – Aquando a chegada da equipa do SC Braga ao estádio D. Afonso Henriques, foi transmitida aos responsáveis da segurança do Vitória a preocupação face à colocação e proximidade dos adeptos das duas equipas.
Ponto 3 - Na reunião preparatória, realizada antes do jogo, com a presença dos responsáveis da Liga, dos clubes intervenientes e da equipa de arbitragem ficou lavrado em relatório o protesto por este não ter sido considerado jogo de “nível 1”.
Ponto 4 – O SC Braga lamenta a atitude violenta dos adeptos da Vitória SC, demonstrada logo após a chegada dos apoiantes do SC Braga, com o arremesso de objectos vários contra os adeptos, relvado e o banco visitante. Comportamento que originou a interrupção da partida, levando o árbitro da partida a dar o mesmo por terminado por falta de condições de segurança.
Ponto 5 – Lamentamos o grau de violência atingido e face ao sucedido, o SC Braga espera que as autoridades diligenciem no sentido de apurar os responsáveis por estes actos, assumindo a sua inteira disponibilidade para cooperar, bem como se solidariza com os seus adeptos agredidos.
A Administração do Sporting Clube de Braga, Futebol Sad.

Desacatos no D. Afonso Henriques suspendem jogo

Houve confrontos entre adeptos, na partida entre o V. Guimarães B e o Sp. Braga B. Mário Figueiredo aponta o dedo ao Governo

O encontro V. Guimarães B-Sp. Braga B, a contar para a 29.ª jornada da II Liga, foi ontem suspenso, apenas oito minutos após o início da partida, devido a confrontos entre adeptos vimaranenses e bracarenses. O clube vitoriano considera “lamentável” o que se passou e promete “apurar responsabilidades”, enquanto Mário Figueiredo, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), responsabiliza o Governo pelos recentes incidentes nos estádios.

O derby minhoto, importante na luta pela fuga à despromoção, tinha começado há apenas oito minutos quando o árbitro Hugo Pacheco interrompeu a partida devido a desacatos entre adeptos dos dois clubes. Os incidentes iniciaram-se quando os apoiantes bracarenses entraram no topo norte do Estádio D. Afonso Henriques e foram recebidos pelos adeptos vimaranenses com o lançamento de cadeiras e tochas.

Apesar da enorme rivalidade entre os clubes, a direcção do V. Guimarães não requisitou policiamento para a partida e os stewards destacados para o jogo, responsáveis por manter a segurança, revelaram-se incapazes de suster a violência, que terá provocado duas dezenas de feridos.

Os primeiros a reagir aos incidentes foram os responsáveis vimaranenses. Júlio Mendes, presidente do V. Guimarães, considera o que se passou “absolutamente lamentável”. “Tenho a garantia que estava tudo organizado para que tivéssemos um jogo de futebol e uma festa, mas não foi isso que aconteceu. Foi uma situação muito grave, que não voltará a acontecer enquanto eu for presidente”, disse Júlio Mendes, que garantiu que vai “responsabilizar os protagonistas destes incidentes”. “Se pensam que o futebol é isto ou que o Vitória pode ser isto, terão de arranjar outros responsáveis para o clube. Há um grupo restrito de adeptos que transforma aquilo que deve ser uma festa neste tipo de coisas lamentáveis”, vincou.

Do lado da LPFP, a reacção surgiu pela voz do presidente, que deixou fortes críticas a Miguel Relvas. Mário Figueiredo começou por lamentar os “actos de violência gratuita”, lembrando que “há legislação para punir”. “Espero que apliquem a lei com mão pesada. Tem de ser interdita a entrada de desordeiros nos estádios de futebol, que devem ser chamados a uma esquadra e aí ficarem enquanto os jogos estiverem a decorrer.”

Figueiredo lançou depois um ataque ao Governo, que “anda mais preocupado em defender o monopólio, o abuso da posição dominante e em aproveitar-se do futebol do que em servir”. “Hoje [ontem] assistimos a acontecimentos alarmantes, que lamentamos e condenamos. Mas, há dias, o senhor ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares [Miguel Relvas] disse que há segurança no desporto”, recordou, deixando depois um recado: “É lamentável que alguns políticos só se sirvam do futebol para passear nas zonas VIP. Está na altura de encontrar pessoas credíveis para a tutela desportiva em Portugal”.

Público, 25/02/2013

Diferenças que fazem a diferença

Em Braga condena-se a violência em uníssono.
Em Guimarães andam à procura de uma imagem que mostre quem começou. E escrevem que foi bem feito e que os adeptos do Braga ainda mereciam pior...

Cidade Europeia do Desporto paga para isto?

Quem paga as faixas da Cidade Europeia do Desporto que estavam afixadas no Estádio D. Afonso Henriques? Os nossos impostos? Se estes actos de vandalismo não perturbam a imagem da Cidade Europeia do Desporto então é porque a Cidade Europeia do Desporto não se importa de estar associada a eles. Se mantiver este contrato publicitário, vai ser preciso o Governo dar uma explicação aos portugueses. Aqui fica a sugestão, à consideração dos partidos locais e nacionais (PSD, PS, BE, CDU e CDS têm que questionar as instituições competentes sobre esta matéria).

Selvajaria em Guimarães: árbitro, polícias e governo responsabilizam Vitória de Guimarães



A reacção é unânime: árbitro, polícia e Governo vieram a público condenar o Vitória de Guimarães pelos confrontos que se verificaram no último jogo entre as equipas B de Braga e Vitória. A opinião de todos é a de que a responsabilidade da segurança é do clube que organizou a partida. Recorde-se que o Sporting de Braga jogava sob protesto devido à falta de condições de segurança, facto ignorado pelos vimaranenses. Espera-se mão pesada da Liga de Clubes contra quem permitiu que isto acontecesse, contra quem semeou este clima de terror e contra quem perpetrou espancamentos.

"Mas quando a imaginação se torna realidade e assistimos, no meio de centenas, talvez milhares de adeptos entre eles, MULHERES e CRIANÇAS, que aproveitam a sua tarde de descanso para irem ao futebol, e em vez de assistirem a um jogo, vivem uma "Batalha Campal", isso de facto é LAMENTÁVEL. E porquê?? Pura e simplesmente pela falta de policiamento (algo permitido por Lei) e que poderia ter consequências EXTREMAS. Será que tem de haver mortes para que possamos repensar esta Lei, ou será que o espectáculo extra faz parte dos objectivos???? Mais do que uma situação lamentável, é uma realidade alarmante. HOJE ASSISTI A ESSA REALIDADE....." (árbitro Hugo Pacheco)

"Quem organiza o jogo é responsável pela sua segurança: sempre assim foi e é assim que terá que ser sempre [...] Mas, o risco é grande. Na minha opinião, acho que, se os clubes continuarem a insistir nisso [ausência de policiamento], o que há a fazer é mudar a lei [...] as entidades desportivas estão a pôr em causa, por questões economicistas, a segurança das pessoas" (Armando Ferreira, Associação de Polícias)

"Alguns dirão que hoje está a ser mais usada essa dispensa da requisição de policiamento. Talvez, mas essa é uma decisão que compete aos clubes. Eles já podiam fazer isso. Continuam a poder fazê-lo e a responsabilidade é de cada clube, quando decide requisitar ou não requisitar a polícia". (Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna)

24 de fevereiro de 2013

Adeptos selvagens e impunes: uma epopeia sem fim?


O autocarro do Sp. de Braga após o encontro com o Vitória de Guimarães foi apedrejado na A11, tendo os jogadores Marco e Castanheira sofrido ferimentos que obrigaram o primeiro a ser hospitalizado. >> Abril, 2004.

Pedras e pneus a arder na viagem de comboio: Os quatro comboios com adeptos do Sporting de Braga com destino a Guimarães para assistir ao jogo entre as duas equipas, marcado para as 19 e 15, foram apedrejados e estiveram temporariamente parados devido à existência de pneus a arder na linha. >> Novembro, 2010.

Carro de António Salvador e autocarro do Braga alvo de arremesso de objectos. A viagem dos jogadores do Sporting de Braga, no autocarro, foi menos tranquila. Esperava-se o arremesso de bolas de golfe aos comboios, mas estas foram lançadas contra a comitiva liderada por António Salvador. Os vidros do carro do presidente e do autocarro foram atingidos, ficando estilhaçados, mas sem danos de maior. >> Novembro, 2010.

Telemóvel voou para o banco. Alegria breve e choque - foi assim que o banco de suplentes do Braga viveu o golo de Alan. Ao salto colectivo para festejar o lance que colocava a equipa em vantagem no Estádio D. Afonso Henriques seguiu-se o pânico entre técnicos e suplentes quando viram, caído no chão, o adjunto João Carlos. O jovem treinador foi atingido na cabeça por um telemóvel, constatação que gerou o pânico entre os companheiros. Novembro, 2010.

Bolas de golfe esgotam em Guimarães e teme-se o pior. Uma verdadeira batalha campal pode estar a ser preparada para o jogo desta noite entre o Guimarães e o Braga. As autoridades alertaram para o facto de as bolas de golfe terem esgotado nas lojas da cidade. >> Novembro, 2010.

Adeptos invadem treino do V. Guimarães e protestam contra jogadores >> Agosto, 2011.

Faouzi agredido por adeptos do V. Guimarães: Cerca de 30 pessoas invadiram o campo onde a equipa treinava e o extremo foi mesmo atacado. >> Agosto, 2011.

Juniores do Sp. Braga retidos e apedrejados em Guimarães: responsáveis da equipa jovem contam que a polícia aconselhou a atrasar a saída do Complexo de Guimarães em hora e meia devido ao perigo de emboscada. >> Abril, 2012.

Confrontos levam a cancelamento do V. Guimarães B-Sp. Braga B. Os confrontos eclodiram quando os apoiantes bracarenses entraram para o Topo Norte do Estádio D. Afonso Henriques, aos seis minutos. Os adeptos do clube vimaranense começaram, de imediato, a atirar cadeiras e tochas para o Topo Norte, após o rebentamento de um petardo pelos adeptos visitantes. A direção vitoriana não requisitou policiamento para este jogo, apesar da rivalidade existente entre as duas equipas. A espiral de violência cresceu e a "chuva" de cadeiras entre as bancadas Poente e Norte intensificou-se. >> Fevereiro, 2013

4 de fevereiro de 2013

SCBRAGA alcança o 3º lugar colectivo entre 27 equipas no 1º Open Vale do Sousa




O Sporting Clube de Braga fez-se representar com 26 nadadores, na primeira edição do Open Vale do Sousa, organizado pela Associação de Natação do Norte de Portugal, disputado no passado fim-de-semana (02 e 03 de Fevereiro de 2013), nas Piscinas Municipais de Felgueiras e que contou com a presença de 407 atletas em representação de 27 clubes nacionais e estrangeiros.
O S.C.Braga alcançou o 3º lugar coletivo entre 27 equipas participantes, ficando apenas a 3 pontos do 2º lugar, graças à excelente participação dos seus nadadores nas várias provas do programa.
A comitiva arsenalista participou em 46 finais conseguindo “arrancar” 22 medalhas, 9 de ouro, 9 de prata e 4 de bronze, sendo a segunda equipa mais medalhado do Open.
Os nadadores do S.C.Braga mostraram-se ao seu melhor nível para defender as cores arsenalistas e fazer valer todo o trabalho diário realizado até à data.
Assim, os nadadores que alcançaram um lugar no pódio foram: José Fernandes em 1º lugar aos 100m, 200m e 400m livres em Infantis; Nuno Coto em 1º lugar aos 200m bruços e 2º lugar aos 100m bruços e 200m mariposa em Infantis; Rodrigo Albuquerque em 1º lugar aos 100m mariposa e 2º lugar aos 200m mariposa em Juvenis; Tamila Holub em 1º lugar aos 200m e 400m livres e 2º lugar aos 100m livres em Juvenis; Catarina Silva em 1º lugar aos 100m e 200m mariposa e 3º lugar aos 200m estilos em Juvenis; Jorge Jesus em 2º lugar aos 100m costas em Infantis; António Silva em 2º lugar aos 200m mariposa e 3º lugar aos 100m mariposa em Juniores; Rita Miranda em 2º lugar aos 100m e 200m bruços em Juniores; João Lopes em 3º lugar aos 100m livres em Juvenis; Ricardo Afonso em 3º lugar aos 400m livres em Juvenis; estafeta de 4x100m livres em 2º lugar.
Os seguintes “guerreiros arsenalistas” venceram o troféu de melhor nadador do torneio por terem efetuado a melhor performance por pontos na sua categoria: José Fernandes no escalão de Infantis e Tamila Holub no escalão de Juvenis.

3 de fevereiro de 2013

Taekwondo: Campeões, Campeões, nós somos campeões!

SC Braga campeão nacional de Taekwondo 2013

O SC Braga sagrou-se Campeão Nacional Absoluto de Taekwondo Masculino e Feminino. A prova decorreu em Castelo de Paiva e valeu a conquista de 6 medalhas de ouro individuais, 2 de prata e 1 de bronze. Em 2012 já os Gverreiros haviam dominado a prova ao conquistar precisamente o mesmo numero de medalhas em cada um dos lugares do pódio.

Um ano depois o SC Braga volta a dominar por completo os Nacionais Absolutos mostrando, uma vez mais, que o trabalho desenvolvido pelos nossos Gverreiros é de referência e de que a ambição, o empenho e a dedicação dos atletas não conhece limites nem barreiras. Dia após dia, prova atrás de prova vamos crescendo e mostrando que quem acredita e trabalha alcança o glória.

Campeões Nacionais:
Mário Silva (-63kg)
Júlio Ferreira (-74Kg)
Michel Fernandes (-80Kg)
José Rodrigues (-87Kg)
Ana Coelho (-49Kg)
Célia Sequeira (-53Kg)

Vice-Campeões Nacionais
Eduardo Rodrigues (-68Kg)
Miguel Rodrigues (-74Kg)

Medalha de Bronze
Tiago Barata (-80Kg)
Tiago Barata, levava na “bagagem” outras aspirações relativamente a resultados, mas infelizmente durante a meia-final quando vencia por (3-0) sofreu uma lesão que o obrigou a abandonar prematuramente a competição. Desejamos-lhe uma rápida recuperação.
Fomos os líderes perante 38 Clubes participantes.

21 Vitórias em 24 combates realizados.