11 de novembro de 2012

Confirmações

O jogo de hoje serviu para confirmar alguns factos sobre o nosso clube, uns mais graves, outros menos, uns que são culpa própria, outros que nos são alheios, mas que, no final de contas, são os mais difíceis de aceitar e aqueles que nos chamam à realidade:

1) O Braga deste ano tem duas faces: a genial, que domina o Benfica na Luz, que cala o estádio mais barulhento da Europa com uma exibição brilhante frente ao campeão turco em plena Liga dos Campeões, que assusta um dos gigantes do futebol mundial em dois jogos, a que parece capaz de esmagar qualquer adversário em sua casa; depois há a outra face, a que gosta de sofrer por culpa própria, que oferece 4 golos em casa frente ao Olhanense, que dá 45 ou 60 minutos de avanço a algumas das mais fracas equipas da liga portuguesa, que se desleixa e pensa que, mostrando as credenciais, o jogo será ganho mais tarde ou mais cedo. Queremos a primeira face ou, no mínimo, a atitude que a ela leva!

2) O Braga confirma-se como o "bom samaritano" do futebol português, aquele que parece dar a mão a quem mais precisa nos momentos de maior desespero.

3) O Braga não pode afirmar-se (para já!) como o terceiro grande (toda a gente sabe que a história não o permite) mas aquilo que é inadmissível é que não se possa afirmar como um dos três melhores clubes portugueses da actualidade. O que é grave é que os dirigentes do nosso clube não possam reunir-se com aqueles que mandam na arbitragem para chorar por prendas para o fim de semana seguinte, como fazem outros da segunda circular, que andam pelas ruas da amargura e que metem pena ao português mais sedento de tragédia alheia. Pelos vistos, estas reuniões compensam e as prendas chegam mesmo mas, no meio de toda esta trapalhada, quem sofre é o mais pequeno, o cumpridor, aquele que quer crescer e ir mais além. Infelizmente, esses, em Portugal, têm o destino traçado. Hoje foi escrita mais uma página desse mesmo destino, sendo o Braga a representação do pequeno que quer sonhar e crescer. Pedro Proença foi o escriba, Godinho Lopes e Vítor Pereira foram quem a ditou... Para gáudio dos "adeptos" (?) do (orgulhosamente e por linhas tortas) terceiro grande.


Perante este último facto, só me ocorre uma pergunta: como é que nos podemos assumir como candidatos ao que quer que seja no início das épocas se, quando vamos bem lançados para alcançar os objectivos, as "nossas pernas nos são cortadas" para não prejudicar aqueles que não lutam nem um décimo daquilo que lutamos para ter aquilo a que se propõem?