1 de setembro de 2012

Defender uma RTP pública

Ao longo dos últimos anos, muitas foram as vezes em que criticámos a RTP, aumentando o escrutínio público da gestão das suas opções quer em termos de programação quer em termos de opções editoriais. Apesar das muitas falhas que fomos apontando, a RTP1 e a Antena 1 têm, sido, em relação ao SC Braga, as menos más de todas as estações de televisão e rádio.

Por ser uma televisão de serviço público, a RTP inibiu-se de transmitir jogos particulares daquelas três equipas que dominam a cena mediática nacional e têm-se moderado na avalanche informativa sobre esses mesmos clubes. Mas isto só tem acontecido, porque a RTP é uma estação pública e de serviço público.

Se os planos do governo se concretizarem, então tudo vai mudar. A RTP vai ser continuar a ser paga pelos nossos impostos mas não vai passar de uma cópia da SIC, da TVI, d'A Bola e do Record, com os mesmos interesses comerciais e as mesmas lógicas editoriais. É por isso que, para além de ser do interesse do país (como extensivamente se explica aqui), também é do interesse do SC Braga que os nossos impostos continuem a financiar uma televisão pública, propriedade do Estado e gerida pelo Estado. Já se imaginaram a pagar compulsivamente a SIC ou TVI? Pois são esses os planos que Miguel Relvas têm em marcha para a RTP.