7 de maio de 2012

A mais pura estupidez

Estádio Braga, Souto Moura

Desde que Mário Figueiredo chegou à Presidência da Liga de Clubes de Futebol Profissional que se percebeu que a Liga está ao serviço de um conjunto de clubes geridos por lunáticos que, em vez de implementarem estratégias de gestão adequadas à sua dimensão, pretendem manter uma vida acima das suas reais possibilidades à custa de subterfúgios que muito dificilmente deixarão de ter consequências gravosas para o futebol português.

A última das notícias não pode deixar todos os seguidores do futebol perplexos e boquiabertos: o Presidente da Liga em conjunto com uma horda de clubes a que se juntou, inesperadamente, o Sporting de Lisboa pretendem que a Liga seja alargada para 18 equipas, retomando o figurino abandonado em 2006/07. Esta ideia não tem qualquer fundamento financeiro sustentado nem qualquer critério desportivo razoável para lá da necessidade de manter artificialmente na Liga alguns clubes que não têm reais condições para ali permanecer.

Na verdade, num momento em que a maioria dos clubes se encontram numa situação financeira extremamente difícil, dividir as receitas por mais dois emblemas poderá ser o canto do cisne para muitos dos que, irresponsavelmente, estão a aprovar este inusitado alargamento. A notícia torna-se ainda mais ridícula no dia em que a Antena 1 avança que nenhum dos clubes portugueses que se encontram entre o 6º e o 12º lugares da Liga Zon Sagres cumpre os critérios de fair-play económico para participar nas competições europeias - ou seja, caso o Sporting de Lisboa vença a Taça, o Rio Ave (que garantiu a permanência na penúltima jornada) será o representante português...