1 de março de 2012

A minha selecção é o SC de Braga (excerto de artigo publicado hoje no DM)


(…) Tornou-se um lugar comum dizer-se que a selecção nacional é a “equipa de todos nós”. Não é. Pelo menos, a minha não é.
(…) Num momento em que o SC de Braga, com o seu orçamento modesto de clube médio depende apenas de si próprio para ser campeão nacional, pouco me interessam as opções de um técnico promovido por méritos pouco claros.
Na jornada passada da Liga portuguesa, o SC de Braga obteve uma vitória esmagadora frente ao eterno rival. Iniciou o jogo com seis e terminou com sete jogadores portugueses. Na mesma jornada, o FC do Porto fez alinhar três lusos, o Sporting dois e o Benfica zero. No entanto, quem tem zero elementos na seleção de Paulo Bento é o Braga, mesmo tendo obtido nove vitórias consecutivas. Mas enfim, este futebol não é o do povo; é o de quem manda, por isso pouco me interessa a não ser para criticar nestas linhas.
O que me interessa mesmo é que o SC de Braga está em grande: nove vitórias seguidas é algo que nem o brilhante Domingos Paciência, nem o competente Jesualdo Ferreira, nem muito menos o “fantástico” Jorge Jesus tinham conseguido. Está a consegui-lo o polémico Leonardo Jardim: um treinador que só pode ser um génio, de tal maneira toma decisões capazes de desagradar à maioria dos adeptos (a minha pessoa incluída) e mesmo assim obtém resultados magníficos.
Um dos aspetos que considero mais notáveis nesta equipa é a forma como os jogadores “rodam” no onze titular, sem que o coletivo se ressinta. Veja-se como Ukra entra na equipa e faz um golo fantástico, Nuno André Coelho alinha de início pela primeira vez e faz dois jogos magníficos, Ruben Amorim é preterido pelo Benfica e entra no Braga em grande forma. A defesa era constituída, no onze considerado ideal no inicio da época por Baiano, P. Vinicius, Ewerton e Imouru. Neste momento jogam (e muitíssimo bem) Salino, N. A. Coelho, Douglão e Elderson. Isto só é possível num grande coletivo, num plantel coeso e muito bom dirigido por um técnico a quem todos devemos “tirar o chapéu”.
E vejo agora na internet que Lima acabou de ser considerado o melhor jogador da Liga em fevereiro, seguido de… Hugo Viana. Mais palavras para quê?