23 de novembro de 2011

Os servos e os senhores que berram mais alto

Há uns anos, o actual presidente do Benfica afirmou que o seu clube só seria campeão quando detivesse lugares chave nas estruturas dirigentes da futebol português. Pouco tempo depois, foi campeão.
No princípio desta época, os novos dirigentes do sporting de Lisboa encetaram uma política mais agressiva que, em bom português, se poderia traduzir por "deixar de ser anjinhos". Fizeram um barulho dos diabos por causa de dois jogos em que, alegadamente, tinham sido prejudicados. E a partir daí tudo tem corrido sobre rodas lá por Alvalade.
A pressão resultou em pleno. No entanto, tudo isso é compreensível: lutaram pelos seus interesses e temos de aceitar. O que é INACEITÁVEL é o comportamento da comunicação social: nessas ocasiões, os jornais de Lisboa trouxeram às primeiras páginas todas as queixas dos sportinguistas e em cada jogo as televisões repetiam até à exaustão imagens em que se mostrava um fora de jogo mal assinalado por um erro de vinte centímetros.
Mas agora, como podemos ver se passarmos as imagens em movimento lento no youtube, por exemplo, fica claríssimo o fora de jogo de Capel no 1º golo de jogo com o Braga. Fica também evidente uma entrada a pés juntos, para penalti e expulsão de um jogador do Sporting de Lisboa.
MAS QUANTAS REPETIÇÕES DESTES LANCES VIMOS NA TELEVISÃO?
O que é que a comunicação social quer branquear?
A que senhores servem estes servos?