30 de abril de 2011

Egoísmo inqualificável

Domingos Paciência pôs o dedo na ferida e com razão: o Paços e o Guimarães recusaram alterar a data dos seus jogos com o Braga mas os seus argumentos eram válidos: tinham interesses em disputa com o Braga. O mesmo não se passa com a U. de Leiria. Recusaram a antecipação do jogo, porquê? Para não desagradar a alguns amigos? Este egoísmo bacoco permite aos leirienses ganhar o quê?
(estarei em erro ou foi precisamente o Leiria que na época passada antecipou o jogo com o Benfica para que esse clube ficasse à frente do Braga?)

28 de abril de 2011

Benfica 2 - Braga 1: Golo de Vandinho Pode Salvar

Um dos jogos mais singulares da história do futebol português, e no entanto tão familiar. Benfica e Sp. Braga chegam ao intervalo da meia-final da Liga Europa com sinal mais para os vermelhos de Lisboa, que venceram na Luz por 2-1 um jogo vivo e intenso, à altura do momento. Daqui por uma semana, em Braga, decide-se quem estará na final de Dublin. Muito provavelmente frente ao F.C. Porto, o outro protagonista deste momento único, que ao mesmo tempo, no Dragão, vencia o Villarreal por 5-1.

Velhos conhecidos, apesar da estreia em confrontos europeus, Benfica e Sp. Braga não têm grandes segredos. Portanto, não houve fase de estudo nem preliminares. O jogo começou em alta rotação e assim durou até ao fim.

Em campo, entre as dúvidas ao longo da semana, Jorge Jesus optou por Carlos Martins e César Peixoto no onze, deixando Gaitán no banco. No Sp. Braga, com Paulo César castigado, Domingos deu a titularidade a Meyong na frente, com apoio de Lima e Alan. Atrás, Salino e Hugo Viana, Vandinho ao centro.

O Sp. Braga apostava na solidez, se bem que o primeiro sinal não foi por aí. Uma má recepção a um passe de Rodríguez, na área, obrigou Paulão a um corte precipitado. Mas logo depois surgiu a primeira oportunidade do jogo, e foi do Sp. Braga. Um belo passe de Hugo Viana, para Sílvio rematar a rasar o poste de Roberto.

O Benfica respondeu e aos seis minutos uma falta de Rodríguez para amarelo sobre Aimar cortou uma boa jogada do ataque «encarnado». Seis minutos depois gritou-se golo na Luz e Cardozo festejou, até perceber o fora-de-jogo.

Estava animado o jogo na Luz. Mais contido o Sp. Braga, o Benfica com maior iniciativa, ambos sem dar lugar a grandes desequilíbrios. Oportunidades de golo, algumas. Saviola esteve perto, por duas vezes. À passagem da meia-hora, Cardozo faltou à chamada, depois de uma combinação entre Carlos Martins e Aimar. O paraguaio não percebeu e não chegou a tempo ao cruzamento. Não foi preciso muito mais (ou menos) para voltar a ouvir assobios na Luz.

As coisas continuavam equilibradas e, com o aproximar do final da primeira parte, o Sp. Braga colocou mais alguma pressão sobre o jogo. Um remate de Lima ao lado, uma defesa de Roberto a um remate-cruzamento de Alan, davam o tom.

Mas antes do intervalo a grande oportunidade estava reservada para Cardozo. Lançado por Saviola, subiu, subiu e chutou ao poste!

Caia o pano sobre a primeira parte, prometia para a segunda. E cumpriu! O Sp. Braga deu o primeiro sinal, num remate de Lima em que Roberto se atrapalha.

Pouco depois, o golo do Benfica. Jardel, o central com nome de goleador, marcou na recarga a novo remate de Cardozo ao poste. O jogo levava 50 minutos, o Benfica via-se em vantagem, mas não por muito tempo.

Três minutos mais tarde, Aimar via o amarelo que o tirará da segunda mão, numa falta sobre Alan. Na conversão do livre, bateu Hugo Viana e Vandinho (também ele já fora do jogo de Braga por acumulação de amarelos), transformou o lance em golo, com um cabeceamento de longe que bateu Roberto.

E depois...foi Cardozo. O Benfica ganha um livre na zona frontal, entre Martins e Cardozo bateu o paraguaio, directo para a baliza de Artur. Explosão de alegria na Luz, agora reconciliada com o número 7. Quando o «speaker» gritou o nome do autor do golo, o estádio disse-o em coro com ele.

Domingos tinha feito entrar Custódio antes do golo, para tirar Meyong, e depois colocou em campo Mossoró, fazendo sair Hugo Viana, muito assobiado na Luz. Jesus respondeu pouco depois com uma dupla substituição, para refrescar as coisas. Saíram Martins e Peixoto, entraram Gaitán e Jara.

O jogo mantinha a intensidade, mas tornava-se menos objectivo. Mais longe das balizas, mais dividido. A fechar, Vandinho teve nova oportunidade, mas rematou por cima. Na outra baliza, pouco depois, foi Luisão a tentar a sorte. Ficava assim, para a semana há mais. Que seja pelo menos tão intenso como hoje.

«Somos do Minho, somos guerreiros, queremos ir a Dublin»

Foi este o toque a reunir de Domingos, para a equipa e para todos aqueles que gostam do Braga. Logo, a partir das 20h05, estaremos todos com os onze que entrarem no relvado da Luz. Com orgulho e com vontade de continuar a fazer história!

Juniores: Braga Vence Guimarães e Sobe ao Pódio

O Sporting de Braga venceu o Guimarães por 2-1 em jogo a contar para a fase final do Campeonato Nacional de Juniores e ascendeu ao terceiro lugar do campeonato depois de ultrapassar Benfica e Vitória de Guimarães. Os bracarenses estiveram a perder durante grande parte da partida já que Areias (do Guimarães) inaugurou o marcador ainda na primeira parte. Contudo, nos minutos os bracarenses vergaram os visitantes e deram a volta ao marcador com golos de Aleny (aos 87 minutos) e Emre (aos 90 minutos). O jogo contou com mais de 400 bracarenses nas bancadas do Campo da Ponte.

20 de abril de 2011

Domingos e Jesus: que diferença!

Estive a ver o jogo da meia final da taça que o Benfica perdeu para o Porto.
Aqueles que seguem o que escrevo sabem que mesmo quando Jorge Jesus foi treinador do nosso clube, nunca "foi no meu carro à missa".
No jogo de hoje vieram ao de cima dois aspectos (que já me tinham chamado a atenção quando JJ foi treinador do SC Braga) e que têm sido pouco falados, mesmo nos jornais mais-ou-menos-oficiais do clube da freguesia dos arredores de Lisboa.
Primeiro aspecto: quando está a perder um jogo, tira defesas ou médios e faz entrar avançados. resultado: se o adversário tiver uma equipa minimamente capaz, ocupa o meio-campo como quer e ganha o jogo com facilidade.
O segundo aspecto: a maneira pouco eficaz como gere o plantel; se há jogadores em quem ele confia, são titulares em todos os jogos. Dessa forma há um núcleo de atletas obrigados a "dar o litro" em todos os desafios e quando tem de "rodar" o plantel mete 10 e tira 10. Resultado: chega ao fim da época com meio plantel todo esfalfado e outro meio sem ritmo competitivo.
Gostava que os "entendidos" fizessem o favor de comparar esta situação com o trabalho de Domingos no Braga. O próprio Jesus só teria a aprender se quizesse saber como gerir um plantel. Mesmo sem dispôr dos milhões que ele pôde, a seu bel-prazer, gastar.
É por isso que eu continuo a dizer: Domingos é o melhor treinador do Braga nos últimos anos...

Voleibol Feminino: Braga assegura manutenção no Primeiro Escalão


© SC Braga - Voleibol Feminino



O SC Braga assegurou no fim-de-semana passado a manutenção na divisão principal do Campeonato de Voleibol Feminino. As braguistas beneficiaram das duas derrotas que o Clube K para garantir o principal objectivo para a época 2010/2011 quando ainda faltam disputar dois jogos. Por este grande feito, os nossos parabéns a todas as jogadoras e equipa técnica!

18 de abril de 2011

SAD Atenta Limita Novos Sócios até 5 de Maio

A SAD do Sporting Clube de Braga não se cansa de apelar a todos os bracarenses e minhotos para se associarem à maior associação do Minho. Os 25.112 associados que o clube integra a partir de hoje não chegam para a ambição da SAD e dos bracarenses. Contudo, tendo em conta a importância do momento que estamos a viver, aqueles que se inscreverem durante as próximas semanas não poderão adquirir bilhetes para os jogos até 6 de Maio. Esta medida visa travar a intenção de alguns adeptos do clube rival nas Meias-Finais da Liga Europa. O Braga conta com todos e este é o melhor momento para se juntarem a esta grande família. FORÇA BRAGA!

Nacional 1 - Braga 1: Vitória 600 Fugiu nos Descontos

Golo Helder Barbosa

O Braga foi à Choupana empatar a um golo com o Nacional da Madeira depois de estar a vencer até ao último minuto da partida. Hélder Barbosa inaugurou o marcador para o Braga (conferir acima o relato da Rádio Voz do Neiva) e Luís Alberto empatou para os insulares quando já decorria o período de descontos. Com este empate, o Braga não atinge a 600ª vitória, mas aumenta a vantagem sobre o Sporting para 2 pontos e iguala o record de Jesualdo Ferreira no que respeita a melhor série de jogos sem perder, podendo fazer história se não perder na próxima partida diante da União de Leiria no Estádio Axa.

15 de abril de 2011

Milhares Festejam nas Ruas de Braga



Urgente Congelar Inscrições de Sócios em Braga

À atenção da SAD do Braga: após ter sido conhecido o apuramento do Sporting de Braga para as Meias-Finais da Liga Europa, os fóruns dos adeptos do Benfica inundaram-se de declarações de intenção com vista à inscrição como sócio do Sporting de Braga para garantir bilhetes para este jogo.

Como tal, a SAD do Braga não tem outro saída senão continuar a admitir inscrições de sócios mas só as tornar efectivas a partir do dia 6 de Maio de 2011.

Braga 0 - Dínamo Kiev 0: Fez-se História no Minho

Festa Total em Braga

O Braga atingiu as Meias-finais da Liga Europa depois de empatar a zero com o Dínamo de Kiev no Estádio Axa. Como estamos sem forças para escrever deixamos as crónicas dos jornais.

Bracarenses sofreram mas continuam a fazer história, Público
Final da Liga Europa vai ter pelo menos uma equipa portuguesa, Público
Faz-se história em «thriller» que pouco assustou, Mais Futebol
Braga continua a escrever história na Europa, Zero Zero
Vão descansar mas mereciam já o champanhe, O Jogo

13 de abril de 2011

Ainda o derby

Se duvidas houvesse, na passada segunda feira dissiparam-se de vez no que respeita a duas verdades cada vez mais claras: Braga é cada vez mais braguista e se o povo não vai mais à bola é, principalmente, por causa do preço dos bilhetes. É claro que o bom momento que o nosso clube vive entusiasma muita gente, mas também é verdade que, nestes tempos de míngua, o preço dos acessos condiciona muito o número de espectadores.
Vinte e cinco mil adeptos no estádio é um número notável. Mas mais do que isso, foi admirável aquele ambiente de festa. É claro que o ideal seria que os restantes cinco mil lugares estivessem preenchidos com adeptos do Vitória de Guimarães, num ambiente de saudável rivalidade. No entanto, nas últimas épocas tem-se confirmado que esse conceito de rivalidade saudável é pura ficção por estes lados. A rivalidade tem dado lugar ao ódio e este à violência. Por isso, na minha opinião, mais valia que fosse sempre assim, com adeptos de um só clube em cada derby. Antes isso que a violência. Já agora, aqui fica o meu elogio para a coragem daquelas centenas de vimaranenses que cá vieram, num ambiente totalmente hostil.
Quanto à nossa festa, é óbvio que se lamenta quem não saiba festejar uma vitória. Em Braga também há quem não saiba ganhar. Ainda há dias foi divulgada a notícia de que o SC Braga vai ter de pagar nove mil e quinhentos euros por causa do comportamento do público. Que ganha o nosso clube com o arremesso de objectos e outras patetices?

Braga Lidera Ganhos na Europa

O Sporting Clube de Braga é o clube português com maior encaixe nas competições europeias da presente temporada. As vitórias acumuladas na Liga dos Campeões e na Liga Europa permitiram aos bracarenses arrecadar 12,6 milhões de euros. O Benfica já garantiu 9,7 milhões enquanto que Futebol Clube do Porto e Sporting de Lisboa se ficam pelos 2,7 e 1,8 milhões de euros, respectivamente.

A estes valores devem somar-se as receitas de bilheteira bem como as receitas das transmissões televisivas que, no caso do Braga, se deverão cifrar em 45% de um total de 5,4 milhões de euros.

12 de abril de 2011

Uma Equipa de Luxo Num Palco Ímpar

Braga 3 - Guimarães 1

Braga 3 - Guimarães 1: Jogo-Treino Virou Ópera

Domingos Paciência mostrou a Manuel Machado como é que se ganha um jogo a meio de uma eliminatória histórica e deixando no banco muitos dos habituais titulares. O Braga entrou em campo de peito aberto frente a um Guimarães muito temerário e que fez do anti-jogo a sua única arma para travar o caudal ofensivo do Sporting de Braga.

A primeira parte foi morna com o Braga a ter dificuldades em impor o seu jogo diante da muralha defensiva do Guimarães. Tal como os adeptos, parecia que os jogadores do visitante também se acobardaram e deixaram a capacidade de jogar em Guimarães.

O jogo foi para intervalo a zero e o Braga regressou triunfante ao som do Hino de Portugal, bálsamo para uma segunda parte de autêntico baile. Um após um, os passes de mestria sucederam-se, deixando os jogadores do Guimarães parecerem baratas tontas diante da beleza do futebol praticado pelo Braga. Aos 61 minutos, Paulão inaugurou o marcador e protagonizou a primeira grande explosão de alegria num Estádio Axa colorido de vermelho pelos mais de 25.000 associados do Sporting Clube de Braga. Ainda os adeptos não estavam refeitos da festa quando uma bomba de Ukra elevou a vantagem do Braga provocando nova explosão na Pedreira.

O curso do jogo continuava numa única direcção - a baliza do Guimarães, guardada por Nilson que ostensivamente provocou os adeptos do Braga durante vários minutos com a completa conivência do trio de arbitragem. Aguarda-se a justa intervenção da Comissão de Disciplina da Liga sobre esta matéria.

Alan selou o terceiro golo aos 76 minutos incendiando as bancadas que não mais cessaram de pedir "mais um golo" aos heróis do Enorme Sporting Clube de Braga. A claque Bracara Legion aproveitou para sentenciar, com muita justeza, o que havíamos assistido ao longo dos últimos tempos: "Não adiaram, mamaram mais cedo", podia ler-se.

O jogo não acabou sem João Ferreira borrar a pintura ao assinalar uma grande penalidade muitíssimo duvidosa a favor dos visitantes. A proeza não é inédita já que este artista já vai na terceira grande penalidade inexistente marcada em Braga após o minuto 90: aconteceu com o Vitória de Setúbal, contra o Benfica e agora com o Guimarães...

Mas o golo do Guimarães, oferecido por João Ferreira, não haveria de estragar a festa que era completamente bracarense. Final do jogo e explosão de alegria no Estádio Axa: o melhor ganhou sem as polémicas da primeira volta e perante uma assistência inequívocamente respeitadora. Saliente-se que após o aviso de João Ferreira não se verificaram problemas nas bancadas - lamenta-se que o árbitro não tenha tido a mesma atitude em Guimarães quando o treinador adjunto do Braga foi agredido com um rádio na cabeça...

O Braga mantém-se no terceiro lugar e aumenta para 9 pontos a vantagem sobre a colectividade da localidade vizinha.

10 de abril de 2011

Braga - Guimarães: Rivalidade Total

Braga na Liga dos Campeões

Braga e Guimarães defrontam-se na próxima Segunda-Feira, dia 11 de Abril, pela terceira vez na presente temporada. Frente a frente, terceiro e sexto classificados discutem um jogo que inequivocamente vale bem mais do que três pontos.

O Sporting de Braga recebe o Vitória de Guimarães na ressaca de uma longa, difícil e extenuante deslocação ao difícil terreno do Dínamo de Kiev onde jogou a primeira mão dos Quartos-de-Final da Liga Europa. O Braga recebe o Guimarães no intervalo de uma eliminatória que pode ser histórica e trazer para o Minho uma presença inédita nas Meias-Finais de uma competição europeia. E se as quatro vitórias consecutivas na Liga são moralizadoras, o facto da equipa estar sujeita a um esforço acrescido (recordamos que o Braga é o clube com mais jogos nas competições europeias da presente temporada) não pode deixar de ser considerado um factor determinante para o desenrolar do próximo jogo.

Contudo, a verdade é que na partida da Taça da Liga, Domingos fez gestão do plantel e, apesar de ter alinhado sem a equipa habitual, conseguiu dominar a turma vimaranense com uma contundente vitória por 3-1. Vitória que o Braga só não alcançou no jogo da primeira volta por actos e omissões que muito prejudicaram a equipa e que foram perpetrados por um senhor chamado João Ferreira. Na verdade, o senhor João Ferreira é bem conhecido em Braga por um longo historial de equívocos em prejuízo dos bracarenses. Como Vitor Pereira não é alheio a estes factos, a sua nomeação para esta partida não pode deixar de ser entendida como provocatória por parte do tal Presidente da Comissão de Arbitragem que o Braga assumiu desejar ver demitido há muitos meses. Haverá outros que estão satisfeitos com o trabalho de Vitor Pereira – e têm razões para isso.

No que diz respeito a lesões, o Braga também tem muito a lamentar. O mítico guarda-redes Quim, o incontornável Rodriguez, o emergente Elderson e o promissor Vinicius continuam lesionados e estão indisponíveis para esta partida, constituindo-se como dificuldades adicionais para a estratégia de Domingos Paciência.

Em síntese, este é um jogo marcado por vários condicionalismos que, com toda a certeza, muito vão dificultar a tarefa do Sporting de Braga. Ainda assim, se o Braga entrar em campo como fez diante de Arsenal, Liverpool, Sevilha, Celtic, Poznan e Partizan, muito dificilmente deixará escapar a vitória.

Outro factor importante é o apoio massivo dos bracarenses no estádio Axa. Além dos mais de 25.000 associados com entrada livre assegurada, a SAD do Braga distribuiu 3.500 bilhetes de acompanhante de sócio e há a expectativa de distribuir amanhã os 1.500 bilhetes que serão devolvidos pelo Guimarães. O apoio dos bracarenses tem sído ímpar ao longo da presente temporada e poderá ser decisivo para o desenrolar deste jogo.
Nota final para o palco do jogo, o Estádio Axa, que acaba de ser distinguido pelo júri do “Nobel da Arquitectura” como a obra-prima do arquitecto português Souto Moura. Um palco deste valor merece um grande jogo de futebol. E um grande jogo de futebol precisa de adeptos respeitadores e com fair-play. É isso que se espera dos milhares de bracarenses que vão pintar a pedreira de vermelho.

Contra-Ataque: O Outro Lado do Braga - Guimarães

Cumprindo o compromisso assumido, passarei por cima das polémicas dos últimas dias, sobre as quais já muito se disse e escreveu. Centro-me apenas no jogo desta segunda-feira e naquilo que estará em causa. 3 pontos mas que, escusado será dizer, nunca são 3 pontos quaisquer. Principalmente porque estão em disputa num jogo entre rivais e em que vencer é sempre a palavra de ordem.

Do ponto de vista desportivo, não será difícil prever dificuldades. O Sporting CB atravessa um bom momento, é inegável, principalmente na competição interna, já que nas competições europeias mantém a bitola de excelência evidenciada desde o início da época. Se custa admitir? Dificilmente responderei que me é indiferente, mas tenderia a cair no ridículo se não admitisse aquilo que está à vista de todos e não fosse capaz de vos felicitar pela campanha.

Também por isso o jogo será complicado para o Vitória. Porque pela frente encontrará um adversário com um grande capital de confiança e que tudo fará para manter o 3º lugar do campeonato. Não acredito num eventual desgaste da equipa, apesar da proximidade do último jogo na Ucrânia, mas acredito que o treinador do Braga possa poupar um ou outro jogador a pensar no jogo de quinta-feira, a exemplo aliás – noutras circunstâncias – do que fez Manuel Machado no encontro da Taça da Liga.

Mas, mesmo que tal aconteça, não creio que isso se possa transformar em qualquer vantagem para o Vitória. Quem entrar tudo fará certamente para vencer o encontro, porque também percebem que estes clássicos são feitos para ganhar.

Do lado do Vitória, há dois objectivos propostos para esta temporada já alcançados, o que provavelmente diminuirá as responsabilidades para o jogo desta segunda-feira: a final da Taça de Portugal está garantida e o regresso às competições europeias também. Contudo, há muito ainda para ganhar. É, desde logo, determinante que o Vitória ganhe confiança, a tal que demonstrou na etapa complementar do jogo com o Sporting de Lisboa, até para preparar a final do Jamor e nada melhor do que ganhar no terreno do rival. Depois porque não é indiferente ficar em 3º, 5º ou 6º. Um clube com a tradição do Vitória, terá sempre de lutar pela melhor classificação possível – e esta temporada até com a agravante de isso poder significar ter mais tempo para preparar a pré-temporada – e por isso é fundamental que o Vitória garanta os 3 pontos, para encurtar distância para o 3º e 4º classificados.

Já lá vão muitos anos desde o último triunfo vitoriano frente à vossa equipa, na famosa “serenata à chuva” em pleno 1º de Maio, com o triunfo por 2-4, mas espero que seja este ano que se possa repetir. Em Guimarães, há qualidade para isso e apesar do bom momento do adversário, o Vitória provou na jornada passada que, quando quer, consegue protagonizar bons espectáculos e fazer grandes exibições. Assim queira a equipa e assim queiram aqueles que intervêm (in)directamente no desenrolar do jogo. Aguardo por isso que João Ferreira seja mais feliz neste jogo do que foi no da 1ª volta com razões de queixa claras para o Vitória e que seja igualmente mais feliz do que a espécie de árbitro do encontro da época passada.

Terminaria com dois desejos. O primeiro que já transmiti no parágrafo anterior, de que o Vitória saia vencedor do encontro. O segundo relativamente ao ambiente do dérbi. Pelas circunstâncias que são conhecidas e pelo boicote feito não serão muitos os vitorianos presentes no vosso estádio, mas espero sinceramente que aparte os diferendos entre direcções, das rivalidades entre adeptos e clubes e do anseio de uns e outros adeptos de verem sempre o seu arqui-rival perder em toda a linha, que o jogo corra dentro de um ambiente de respeito e sem qualquer tipo de problemas. Independentemente de quem sair vencedor, que acima de tudo ganhe o futebol e o Minho. É tempo de pôr fim à escalada de violência dos últimos jogos. E que, num futuro próximo, se possa regressar rapidamente a jogos como os que vemos na imagem (em baixo). Com rivalidade sim, sempre, mas com a segurança necessária para que possamos a voltar a ter derbies minhotos, apenas lembrados pela rivalidade nas bancadas e no terreno de jogo e não pela que se passe fora do estádio. Mas para isso terão de contribuir todos e não só alguns.

Contributo do blogue O Vimaranes

braga1

8 de abril de 2011

Nós Sabemos Que Queriam Um Presidente Assim!



O Sporting Clube de Braga emitiu um comunicado onde condena a postura vergonhosa da Direcção do Guimarães ao criticar o Presidente António Salvador para se desculpar perante os seus associados do facto de não ter solicitado nos prazos definidos bilhetes para o próximo encontro entre as duas equipas.

O Sporting de Braga vai mais longe ao afirmar que pretende que a Liga Portuguesa de Futebol aja em conformidade com os estatutos, instaurando um processo de inquérito às declarações ofensivas que o Presidente do clube vimaranense fez sobre o Presidente António Salvador.

Está à vista de todos que a Direcção do Guimarães pretende desculpar-se perante os seus adeptos que, habituados a copiar tudo o que se faz em Braga, estão a salivar contra o maior clube do Minho.

Senão vejamos:

(1) Há uns anos, o Braga começou uma campanha de angariação de sócios nas escolas; esta campanha foi intensamente ridicularizada pelos vizinhos que, alguns anos volvidos, a copiaram. Mas chegaram tarde demais: o Braga já é o quarto maior clube português em número de associados.

(2) Desde há uns anos, o Braga abre esporadicamente as portas do estádio para os adeptos com menos recursos poderem assistir aos jogos da equipa; esta iniciativa foi intensamente ridicularizada pelos vizinhos que, alguns anos volvidos, a copiaram. Mas está à vista de todos que nem com as portas abertas conseguem encher os estádio.

(3) Numa iniciativa história, o Braga ajudou os sócios a acompanharem a equipa nos jogos que esta realizou em Leiria e na Figueira da Foz na época história de 2009/10; esta iniciativa foi intensamente ridicularizada pelos vizinhos que, alguns meses volvidos, a copiaram. Mas também não foram bem sucedidos: apesar da deslocação a Coimbra ser mais curta, os vizinhos estiveram longe dos 8.000 adeptos que o Braga levou a Leiria e à Figueira da Foz.

Em síntese: o Braga é o quarto clube português há mais anos consecutivos na Primeira Liga; o Braga é o quarto clube português há mais anos consecutivos nas competições europeias; o Braga já esteve na Fase de Grupos da Liga dos Campeões; o Braga já venceu a Taça Intertoto; o Braga já esteve nos Quartos de Final da Liga Europa (e não, a Liga Europa não é a mesma coisa que a Taça UEFA); o Braga já foi Vice-Campeão; o Braga já venceu a Taça de Portugal; o Braga já venceu a Taça da Federação Portuguesa de Futebol; o Estádio Axa é o quarto estádio com maior número de espectadores na presente temporada; o Braga é o quarto clube português com maior número de sócios; o Braga não tem protocolos de troca de jogadores com outros clubes nacionais; o Braga tem um grande Presidente que outros gostavam de ter.

Para terem isto tudo com o mérito que nós tivemos precisavam de ter mais massa crítica - e isso não se compra, não se regateia nem se importa. Ou se tem... ou não se tem.

Vergonha Sem Par: Vandinho Suspenso 3 Meses, Jesus 11 Dias

Já não há dúvidas de que o Benfica domina por completo as instituições do futebol português. Ao aplicar 3 meses a Vandinho e 11 dias a Jorge Jesus, a Liga demonstra mais uma vez que tem dois pesos e duas medidas. Uma vergonha.

D. Kiev 1 - Braga 1: Continuar a Fazer História

Têm sido tempos de estabelecer novas metas para o Sporting de Braga. Nunca tinha sido segundo classificado no campeonato português, foi-o na última época. Nunca tinha jogado na Liga dos Campeões, conseguiu fazê-lo esta temporada. Nunca tinha chegado aos quartos-de-final de uma competição europeia, está a fazê-lo e tem toda a legitimidade para expandir os seus horizontes, depois de quarta-feira ter empatado a um golo, na Ucrânia, com o Dínamo de Kiev, em jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa. Não foi uma vitória, mas marcou golos na casa do adversário. É quase a mesma coisa.

O Dínamo de Kiev foi mais um histórico do futebol europeu a provar a qualidade da formação minhota esta época, depois de Sevilha, Celtic, Arsenal e Liverpool - curiosamente, o único adversário europeu a quem o Sp. Braga não conseguiu ganhar nesta temporada é ucraniano, o Shaktar Donetsk. Mas o Sp. Braga começou por passar um mau bocado no estádio Valeri Lobanovsky perante uma formação ucraniana que se apresentava em campo sem Andriy Schevchenko de início mas com uma dupla avançada bastante perigosa composta por Milevskiy e Yamoralenko.

Nervosismo inicial bracarense contra domínio consistente (mas não avassalador) do Dínamo resultaram num golo dos donos da casa. Minuto 6, Gusev centra na direita, Yarmolenko ganha de cabeça a Miguel Garcia e mete a bola na baliza de Artur, que nem se mexeu. Golpe duro para as aspirações minhotas e demonstração da superioridade inicial ucraniana. O Dínamo continuou a atacar e a aproveitar alguma atrapalhação da defesa do Sp. Braga, que Artur foi conseguindo disfarçar, revelando atenção ao defender um remate à queima-roupa de Yarmolenko.

Apesar de demorar a entrar no jogo, o Sp. Braga teve um grande golpe de sorte e conseguiu o empate, numa das raras vezes em que chegou à baliza do Dínamo. Hugo Viana, de canto, enviou a bola para a área, esta chega a Alan e o brasileiro, a meias com Gusev, empurra-a para as redes ucranianas. Foi o suficiente para acalmar um pouco os minhotos, mas não abrandou muito o domínio ucraniano. O Dínamo voltou a estar perto do golo aos 37’ com Gusev a alvejar a baliza do Braga, mas a perder no duelo com Artur.

Depois do intervalo, os treinadores quiseram mudar alguma coisa. Yuri Semin fez saltar do banco a sua estrela maior, Schevchenko, reencontrado com os golos desde que voltou a jogar no seu país, e Domingos Paciência rectificou a permeabilidade do meio-campo, com a entrada de Custódio para o lugar de Paulão. A verdade é que, mesmo com o antigo avançado do Milan em campo, o domínio do Dínamo nunca mais foi o mesmo, porque o Sp. Braga foi mais organizado e perigoso, mesmo que não muito ousado.

E podia ter sido mais perigoso quando passou a jogar com mais um, após a expulsão, aos 61’, do jogador mais famoso em campo. Depois de já ter visto um cartão amarelo, o ucraniano arriscou demasiado quando rematou na direcção da baliza bracarense muito depois do árbitro ter assinalado fora-de-jogo. Veio o segundo amarelo, depois o vermelho, e o Sp. Braga já não tinha de lidar com a lenda “Scheva”. Nem para o resto do jogo (e ainda faltava meia-hora), nem para o jogo da segunda mão.

O Sp. Braga podia ter carregado um pouco mais, mas Domingos Paciência preferiu não arriscar demasiado. Fez entrar Mossoró, um médio mais ofensivo para o lugar de Salino, e, perto do fim do jogo, limitou-se a trocar de avançado, Meyong por Lima. A bola rondou mais a baliza do Dínamo, mas sem haver perigo iminente. O empate com golos já era um resultado satisfatório, mesmo que o técnico bracarense tivesse prometido que não iria jogar para o empate. Dentro de uma semana, o Sp. Braga estará em casa para defender um bom resultado e continuar a estabelecer novas metas, sabendo que, na eliminatória seguinte, poderá encontrar um velho conhecido, o Benfica.

Notícia Público.

5 de abril de 2011

Guimarães Não Pediu Bilhetes para o Derby

A Direcção do Guimarães esqueceu-se de solicitar bilhetes para o Derby do Minho que se realizará na próxima segunda-feira pelo que o Sporting de Braga disponibilizará 1.500 bilhetes ao preço unitário de 22€. Segundo um protocolo existente entre os 2 clubes, seria possível a reserva de 4.500 bilhetes para os adversários. Contudo, para que tal sucedesse seria necessário que a Direcção do Vitória de Guimarães os tivesse solicitado até ontem, o que não aconteceu.

Este desleixo da Direcçao vimaranense vai contribuir, com toda a certeza, para adensar o clima de tensão que se vive entre os dois clubes. Mas uma coisa é certa: se há alguém a quem os vimaranenses têm que pedir contas é ao Presidente do clube daquela localidade.

As Cidades da Europa: Kiev

Kiev

Kiev, 7 de Abril de 2011.

3 de abril de 2011

Beira-Mar 1 - Braga 2: Quarta Vitória Pode Dar Terceiro



Com o apoio de mais de 2.000 bracarenses, o Braga chegou a Aveiro determinado a mandar no jogo. Na primeira parte, os minhotos tiveram mais posse de bola, praticaram melhor futebol e desperdiçaram mais oportunidades de golo. Quase a chegar ao intervalo, o ditado velho e bem conhecido aplicou-se e o Braga, que não tinha marcado, acabou por sofrer um golo depois de ser apanhado num contra-ataque fatal conduzido pela esquerda do ataque aveirense por Artur que cruza para a cabeça de Leandro Tatu.

O jogo foi para o intervalo com o Braga em desvantagem e a segunda parte trouxe um Braga parecido ao da primeira: muita posse de bola mas pouco acerto na hora de finalizar. Domingos mexeu e lançou Custódio, Mossoró e Meyong para os lugares de Vandinho, Ukra e Hugo Viana. Estas alterações acabaram por transformar profundamente o futebol do Braga e em dois minutos operou-se a reviravolta. Ao minuto 69, com o Beira-Mar sob intensa pressão do ataque bracarenses, Jaime introduziu a bola na própria baliza e empatou o marcador colocando alguma justiça no jogo.

Dois minutos depois, Meyong, num momento mágico do futebol bracarense, marcou um golo que é um hino ao futebol, correspondendo de calcanhar a um passe de Alan. Um golo que é, com toda a certeza, candidato a golo da época.

O Braga vencia assim em Aveiro, conquistando a quarta vitória consecutiva no campoeonato e ascendendo, ainda que provisoriamente, ao terceiro lugar enquanto aguarda o desenrolar da partida entre Sporting e Guimarães. Grande momento do Braga.