8 de março de 2011

Onde É Que Está a Polémica?



"É notório que há agressão, vê se que o jogador do Sporting de Braga é atingido. Depois disso Alan faz teatro mas essa situação já não tem interesse para o lance, uma vez que aconteceu depois da agressão ter sido consumada." Joaquim Campos (ex-árbitro internacional) no Record.

Dos quatro ex-árbitros internacionais que já comentaram o lance da expulsão de Javi Garcia, apenas Jorge Coroado entende que o árbitro errou. Uma imensa maioria de 3 para 1, dá razão a Carlos Xistra, não encontrando razões para as queixas perfeitamente delirantes e desproporcionadas dos benfiquistas. Mas afinal onde é que está a polémica?

Como muitos analistas têm escrito, o Benfica desta dupla Vieira-Jesus não sabe perder. Pior do que isso, no destilar de raivas e ódios contra tudo e contra todos, esta dupla está a hipotecar irremediavelmente tudo o que restava do prestígio da instituição que representam. Em dois anos, foram cinco as situações de violência que se verificaram no final de jogos da Liga - o único denominador comum a todas é a presença do Benfica. Apesar disso, o polvo está montado e o Benfica continua disciplinarmente imune às repetidas provocações e agressões contra agentes desportivos de outros clubes.

No início da época, houve quem vaticinasse que Ricardo Costa iria fazer muita falta ao Benfica. E quem o fez não errou minimamente. A verdade dos factos está aí para o demonstrar: desde que Jesus assumiu o comando, o Benfica nunca conseguiu ser líder sem a intervenção salvadora de Ricardo Costa. Nunca. Eles até podem jogar muito bem; o boletim desportivo A Bola até pode escrever capas orgásmicas com as exibições do Benfica; a espécie de informação da SIC até pode manipular as imagens que quiser; os adeptos até podem espumar de alegria e fingir que tudo corre bem; pode até cair o Carmo e a Trindade mas a verdade é que o Benfica de Jesus precisou de Ricardo Costa para chegar à liderança de um campeonato. Sem isso, o Benfica NUNCA mas NUNCA conseguiu ser líder.

Lançados todos estes dados e acrescentado o discurso provocatório de Jorge Jesus durante a semana, era expectável que o bracarenses preparassem uma reacção hostil ao Benfica de Jesus. Mas alguém esperava que os bracarenses recebessem com flores aqueles que lhe roubaram um campeonato na secretaria? Mas alguém esperava que Jesus fosse aplaudido depois de passar a semana a provocar os adeptos do Braga? Mas alguém esperava que o Braga fosse perder para não ser acusado de estar aliado ao Porto? Parece que havia quem esperasse. Mas desenganem-se: Braga é do Braga. E cada vez há-de mais ser!