31 de março de 2011

DOMINGOS forever!

Ao que consta, Domingos será amanhã convidado a renovar pelo SC de Braga. A dar crédito a um jornal desportivo on-line terá lugar amanhã uma reunião entre o técnico e o presidente da SAD, António Salvador.
Se assim for, apetece-me dizer bem alto: Salvador, ponha a carne toda no assador! Precisamos de Domingos Paciência em Braga! Já conseguimos muito mas muito mais há ainda para conquistar!

29 de março de 2011

Souto Moura Elege Estádio de Braga

Se tivesse que eleger uma das suas obras elegeria o Estádio do Braga. “É uma obra que tive a oportunidade de fazer no sítio e no momento certo. Fazer uma obra que vai desde uma intervenção de paisagem – mudei a geografia daquele sítio – até ter conseguido desenhar os puxadores das portas. É uma obra...em que os defeitos são meus. Não tive nenhuma pressão, agora tenho, há problemas financeiros, mas na altura isso não aconteceu.”

Público

28 de março de 2011

Arquitecto do Estádio Axa Vence "Nobel" da Arquitectura

Braga Belenenses

Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura, considerado o Prémio Nobel da área. "Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio. Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.

Esta distinção colocou o Estádio Axa nas páginas dos principais jornais de todo o mundo e está a provocar múltiplas reacções de satisfação quer no nosso país quer no estrangeiro.

Notícia Público. Ler também no El Pais e Chicago Tribune.

27 de março de 2011

Olhanense 0 - Braga 2: E o Terceiro Aqui Tão Perto

O Sporting de Braga derrotou o Olhanense por 2-0 numa partida sempre dominada pelos minhotos que chegaram à vantagem aos treze minutos através de um golo de Alan que respondeu com um remate forte ao centro de Ukra. Apesar de estarem apenas decorridos treze minutos de jogo, o Braga já tinha disposto de outras três ocasiões para facturar. Seguiu-se uma partida sempre controlada pelo Sporting de Braga diante de um Olhanese que tentou empatar.

A segunda parte fica marcada por uma grande penalidade com consequente expuslsão do guarda redes algarvio. Lima corria isolado para a baliza quando é travado pela mãe esquerda do guarda redes Ricardo Baptista. Penálti certo, ficando algumas dúvidas sobre o mérito da decisão de expulsar o jogador do Olhanense.

O Braga foi o segundo visitante a vencer em Olhão e já leva três vitórias consecutivas na Liga Portuguesa e sete jogos sem perder em todas as competições em que está implicado. E o Sporting, terceiro, está à distância de um ponto.

21 de março de 2011

Yazalde e o Fair Play

O Braga não espera, como nunca esperou, que os jogadores que empresta a outros clubes lhe façam favores enquanto envergam a camisola dos adversários. É por isso que eles não se lesionam sistematicamente antes das partidas com o Braga e foi por isso que o bracarense Pizzi foi aplaudido pelos bracarenses quando marcou no Estádio Axa ao serviço do Paços de Ferreira. O profissionalismo é isto mesmo: ao Braga não serviria um jogador que não lutasse com fair play na defesa das cores que veste.

É por tudo isto que os adeptos têm razões para estar descontentes e indignados com Yazalde. Depois de ter simulado um penalti no jogo da primeira volta que valeu o primeiro golo do Rio Ave e a expulsão de Moisés, Yazalde voltou hoje a ter um comportamento vergonhoso perante o clube ao qual está vinculado. Ao percorrer o campo a passo numa tentativa ostensiva de queimar tempo, mesmo depois do aplauso dos bracarenses, Yazalde deu mostra de uma inaceitável falta de fair play perante o clube ao qual está vinculado. Esperamos que esta atitude não passe em claro.

Braga Vence Rio Ave e Sobe ao Quarto Lugar



Apesar da hora indizível que a Liga Portuguesa de Futebol escolheu para esta partida de futebol, foram mais de vinte mil os bracarenses que se deslocaram à pedreira para saúdar os heróis de Anfield Road e apoiar o Braga na luta pelo terceiro lugar.

O jogo começou com um Braga ao ataque a Alan deu os primeiros sinais de perigo quando estavam decorridos apenas dois minutos de jogo. O mesmo Alan voltaria a falhar o alvo, por centímetros, em duas ocasiões e a bola haveria de embater outras tantas vezes no ferro, se bem que a primeira tenha sido um remate de João Tomás (Rio Ave) e a segunda um cabeceamento de Paulão. A primeira parte terminou com um lance polémico em que João Tomás força o contacto com Artur Moraes já dentro da grande área, acção que o árbitro Hugo Miguel penalizou com o respectivo cartão amarelo.

A segunda parte trouxe mais do mesmo: um Braga balanceado para o ataque e um Rio Ave com o autocarro estacionado junto à baliza e a queimar tempo num anti-jogo vergonhoso perante a complacência do árbitro Hugo Miguel. Mas o Braga continuava a tentar... e a desesperar: primeiro foi Paulo César que viu Jefferson desviar uma bola com selo de golo e depois foi Alan que viu o poste voltar-lhe a negar sucesso. O jogo tornou-se mais aberto e Hugo Viana matou o jogo: na cobrança de um livre descaído sobre a direita remata forte à baliza de Paulo Santos que é traído pelo desvio de Gaspar. Estava inaugurado o marcador e havia festa total nas bancadas vermelhas do Estádio Axa. Com o golo do Braga chegou a pressa ao Rio Ave e ao árbitro Hugo Miguel também. Ainda assim, os Guerreiros voltaram a ser guerreiros e seguraram a vantagem que garante o quarto lugar isolado a juntar aos quartos conquistados em Liverpool.

20 de março de 2011

Portas Abertas para Receber Rio Ave

O Sporting de Braga recebe o Rio Ave na próxima Segunda-Feira em pleno horário laboral ás 18.45. Este facto levou a SAD do Sporting Clube de Braga a abrir as portas do estádio a todos quantos desejam felicitar os heróis de Liverpool. Esta medida foi necessária tendo em conta o horário aprazado para o jogo e, apesar disso, serão muitos os bracarenses que se virão imposibilitados de comparecer no Estádio AXA para fazer a festa com a equipa.

Sabendo-se que o jogo com o Rio Ave é fundamental para atacar os lugares europeus e recordando as dificuldades que o Braga sentiu no jogo da primeira volta torna-se ainda mais necessária a presença de todos. Vamos pintar o Estádio Axa de vermelho Braga!

19 de março de 2011

Milhares Receberam Braga Após Vitória em Liverpool



Os jogadores, equipa técnica e dirigentes do Sporting Clube de Braga foram recebidos como verdadeiros heróis às 3 horas do passado dia 18 de Março no Aeroporto Sá Carneiro, após a vitória épica sobre o Liverpool no resultado conjugado das duas mãos dos quartos-de-final da Liga Europa.

Braga Defronta Dinamo de Kiev na Liga Europa

O sorteio dos quartos de final da Liga Europa ditou uma deslocação dos bracarenses à Ucrânia para defrontar o Dínamo de Kiev. A sorte foi outra vez madrasta e coloca os bracarenses perante uma das equipas mais fortes do sorteio.

17 de março de 2011

Adeptos Mobilizam-se para Receber Jogadores

A chegada dos jogadores e equipa técnica do Sporting de Braga ao Aeroporto Sá Carneiro está prevista para as 2.40. Apesar das inúmeras dificuldades de todos quantos trabalham amanhã, os adeptos mobilizam-se nas redes sociais para receber os heróis de Anfield Road em festa. Depois de vencer Celtic, Sevilha, Arsenal, Partizan, Poznan e Liverpool, o Braga faz história ao carimbar o acesso aos Quartos-de-Final de uma competição europeia.

O guarda-redes Artur Moraes, um dos heróis de Liverpool, acaba de deixar uma mensagem aos adeptos na sua página no Facebook: "Não é por estar no avião, de regresso a Portugal, mas sinto-me nas nuvens. Grande vitória, jamais esquecerei. Fizemos o nosso trabalho, vejo caras sorridentes e a alegria é imensa. Estamos pensando como vai ser no aeroporto, cercados de Guerreiros. VIVA O BRAAAAAAAAAAAAAAAAGA."

Liverpool 0 - Braga 0: Braga Faz História em Liverpool

Braga empata em Anfiel Road

Cinco vitórias na Liga dos Campeões, três na Taça UEFA e três na Supertaça Europeia não enganam ninguém: o Braga acaba de fazer história ao chegar aos quartos de final da Liga Europa derrotando a equipa mais forte da presente edição daquele prova.

Foi um Braga com atitude e personalidade que entrou em Anfield Road, um dos míticos palcos europeus onde 44.000 ingleses e mais de 1.000 bracarenses apoiavam as suas equipas.

A vitória de 1-0 na primeira mão não garantia tranquilidade ao Braga, mas Domingos Paciência armou uma equipa que nunca se atemorizou diante de Golias. Vandinho e Paulão nos lugares de Mossoró e Kaká foram as únicas novidades no onze relativamente ao jogo da primeira mão. Apesar da desvantagem, o Liverpool nunca conseguiu impor o seu futebol ou criar de forma continuada perigo junto às redes minhotas.

O Braga apura-se para os quartos de final da Liga Europa num momento em que joga completamente desfalcado pelas saídas no mercado de transferências de Janeiro e tem que recorrer sistematicamente a jogadores do satélite Vizela para completar o banco de suplentes.

Grande Braga!

Adeptos do Everton Fazem Música para o Braga

A rivalidade entre adeptos do Liverpool e Everton é bem conhecida, mas desta vez os adeptos do Everton foram mais longe e compuseram uma música de apoio à equipa bracarense. Está no YouTube numa versão inglesa mas também numa versão legendada em português.

15 de março de 2011

14 de março de 2011

Um Ícone para a Mudança

Braga e Vitória unidos

No passado Sábado, um grupo de crianças e jovens jogadores de basquetebol do Sporting Clube de Braga assistiu à partida entre o CAB da Madeira e o Vitória de Guimarães para as meias finais da Taça de Portugal naquela modalidade. Sem receios nem preconceitos, os jovens bracarenses apoiaram os vizinhos minhotos contra os senhores da Madeira numa imagem que deveria ser promovida a ícone da mudança de mentalidades no que toca à rivalidade entre Braga e Guimarães. O momento foi captado pelo blogue O Vimaranes. Viva o Minho!

12 de março de 2011

Ainda a "famosa" capa d' A BOLA

A forma como esta capa está construída é antes do mais um crime de lesa-jornalismo. Envergonha-nos a todos.
Mas são os sinais dos tempos.
Não vou dizer que os antigos é que eram os "puros", que estavam imunes a pressões e clubismos e que depois deles é o deserto. Ando aqui há 30 anos e já ouvi muitas estórias.
Esta capa de A Bola é para guardar. Para estudar. Provavelmente representará no futuro a prova material de uma mudança de paradigma.
Caiu a máscara em pleno Carnaval.
Perdeu-se a vergonha.


Este é um extracto do texto publicado no seu blogue, Bola na área, pelo jornalista do Record (mas que também já passou pel' A BOLA), Eugénio Queirós. Vale a pena lê-lo na íntegra.

Salvador Dá Grande Entrevista

Salvador em Entrevista ao jornal O JOGO

António Salvador, o Presidente que levou o Braga ao estatuto de quarto grande do futebol português, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal O JOGO onde fala sobre o momento do clube, as ambições para o futuro, as transferências, a renovação de Domingos e também as relações com Porto, Benfica e Sporting.

Em discurso directo, António Salvador deixa claro que muito do que se tem dito sobre o Braga e o seu Presidente são invenções de um jornal que perdeu recentemente a face com uma capa que todo o país credível qualificou de vergonhosa.

Vale a pena ler: "Nunca serei presidente do FC Porto" | "Boa relação com Jorge Jesus" | "É impossível fazer negócios com o Benfica" | "Se calhar Carlos Freitas não acreditava na repetição do 2º lugar" | "Villas-Boas? No FC Porto qualquer um arrisca-se a singrar..." | "Clubes não podem ficar agarrados ao passado" | "Este é o plantel mais caro" | "Quero que este clube tenha mais sócios que o Sporting" | "Braga não será o novo Boavista"

11 de março de 2011

SC Braga 1 - 0 Liverpool FC (Fotos)

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Vitória para a história, com mérito e sofrimento!

Que grande vitória! Que orgulho! E que bem que soube – porque acabou por ser algo sofrida!

Vimos no primeiro tempo o Braga que víramos frente ao Benfica: pressionando alto, não deixando o Liverpool sair a jogar e jogando a um ritmo elevado, com alta intensidade. Uma vez mais, trabalho importantíssimo dos homens da frente, caindo sobre os defesas e médios defensivos ingleses (alguns deles com dificuldades quando pressionados) e com isso libertando os nossos meio-campo e último reduto e “roubando” a bola ao adversário ainda no seu meio-terreno. Destaque ainda para a óptima adaptação de Viana à posição seis num jogo teoricamente muito exigente, até do ponto de vista físico, com bom acompanhamento de Salino no trabalho de sapa. Tivemos bola, fizemo-la circular bem e aproveitámos bem a atitude de esperar para ver da equipa inglesa, explorando alguma dificuldade da defesa inglesa em lidar com a velocidade e capacidade de drible dos nossos jogadores. A indiscutível grande penalidade é exemplo das dificuldades sentidas pela defensiva inglesa na primeira metade. Ainda assim, faltou talvez alguma acutilância no último terço do terreno para capitalizar melhor a superioridade evidente nesta fase do jogo. Lima esteve algo perdido entre os “armários” ingleses, faltou talvez um pouco mais de acompanhamento ao avançado brasileiro. O que ganhámos (posse de bola, desequilíbrios individuais) com Mossoró (em relação ao jogo frente ao Benfica), perdemos em presença na área (menos um homem na frente). Ainda assim, um remate extraordinário de Sílvio (de pé esquerdo!) poderia ter-nos levado para o intervalo com um resultado mais gordo.

A segunda metade foi muito diferente. Desde logo, o Liverpool entrou com uma atitude diferente, agora mais empenhado em procurar a nossa baliza e não apenas controlar a partida. Mas o que mudou mesmo foi a nossa (in)capacidade para manter a pressão no início da construção ofensiva do Liverpool pelos nossos homens mais adiantados, fundamentalmente por alguma falta de frescura física. Lima e Mossoró e Paulo César (este de forma evidente, ainda que compreensível pela natural falta de ritmo de jogo) deixaram de ter pernas para cair sobre os ingleses logo na sua saída para o ataque e, com isso, obrigaram a equipa a recuar linhas. Isso tornou-se particularmente perigoso depois da entrada do altíssimo (mas não tosco) Andy Carroll em troca de um médio defensivo (Poulsen). O Liverpool passou a ser claramente mais ameaçador, apostando num jogo directo para Carroll. E pôde fazê-lo porque sobre os homens do seu último reduto já não era exercida pressão e assim, os lançamentos dirigidos para a cabeça de Carroll passaram a ser uma constante. Acresce a isto que deixamos de ter capacidade para conservar a bola, em parte pelo desgaste dos nossos homens mais avançados, em parte porque a tranquilidade já não era a mesma – agora que o Liverpool se mostrava mais ameaçador. Sem bola, era tempo de sofrer. Nessa altura, ficou patente a exiguidade do plantel inscrito na UEFA para estas exigências. As coisas poderiam ser diferentes se houvesse outras opções no banco, sobretudo de meio-campo. Era tempo de reforçar/refrescar o nosso meio-campo, para podermos ter mais bola e aumentarmos a nossa capacidade de pressão no meio-campo adversário. Sem grandes opções (ainda que talvez fosse aconselhável lançar Hélder Barbosa mais cedo para o lugar do muito desgastado Paulo César), não restou a Domingos alternativa senão “inventar” Kaká como “trinco”, lançando Paulão para o eixo da defesa e assumindo o recuo da equipa (a que esta já se vira forçada por força das circunstâncias). Foi tempo de sofrer, correndo alguns riscos (se bem que as coisas tenham de alguma forma serenado com a entrada de Paulão) mas não me parece que houvesse grandes alternativas naquelas circunstâncias. Tivemos alguma sorte porque o árbitro foi amigo num lance dentro da nossa área sobre Joe Cole (no campo fiquei com dúvidas mas confirmei pela TV que era lance para grande-penalidade). Penso no entanto que, atendendo ao primeiro tempo que fizemos e até à exiguidade de recursos com que abordámos este jogo, seria um duro castigo se não tivéssemos vencido.

O resultado é bom… mas, quanto a mim, insuficiente para sermos considerados favoritos à passagem aos quartos de final. A segunda metade do jogo deu um “cheirinho” do que provavelmente será a segunda-mão… caso nos amedrontemos. Há que esperar que alguns lesionados recuperem (pelo menos um dos médios defensivos) e que não percamos mais ninguém por lesão até lá. Não podemos deixar-nos acantonar lá atrás – sob pena de permitirmos um verdadeiro bombardeamento aéreo. Temos de ir a Liverpool de cabeça limpa, sem receios, sabendo que enfrentaremos muitas dificuldades mas que, em grande medida, a responsabilidade recai toda sobre os ombros dos ingleses e que poderemos jogar com isso. Temos de nos apresentar mais frescos, física e mentalmente disponíveis para fazermos o que fizemos no AXA no primeiro tempo: não deixar a equipa do Liverpool sair a jogar, seja através dos seus médios seja através do passe longo.

Agora a sério…1-0, bom!?!? Ao Liverpool!?!? Fantástico! Mainada!

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10 de março de 2011

Braga 1 - Liverpool 0: Estádio Axa Anti-Colossos

Apesar da má hora que a UEFA encontrou para a partida desta jornada europeia, 12.991 espectadores assistiram à entrada das equipas do Sporting de Braga e do Liverpool FC no Estádio Axa. O ambiente estava animado nas bancadas pintadas de vermelho e o coração dos bracarenses apertado em mais um duelo com aquele que é um dos colossos do futebol mundial. A tarefa era difícil mas os bracarenses entraram decididos a fazer história. Durante toda a primeira parte, o domínio bracarense foi impressionante. O golo chegou aos 17 minutos, de grande penalidade cometida sobre Mossoró e convertida por Alan, mas poderiam ter sido bem mais os golos bracarenses nesta partida. Depois de alcançar o centésimo golo nas competições europeias, os bracarenses dispuseram de uma mão cheia de oportunidades entre as quais se destaca a bola lançada ao ferro por Sílvio.

Na segunda parte tudo mudou. O Liverpool fez entrar o milionário Andy Carroll e a pressão dos ingleses foi muito mais significativa, obrigando Domingos Paciência a fazer sair o imparável Mossoró para dar lugar ao regresso de Paulão após lesão. Aos 68 minutos, Andy Carroll congelou o Estádio Axa com remate potente travado in extremis pelo grande Artur que rubricou mais uma exibição de luxo.

Não sendo um resultado maravilhoso, o 1-0 manteve-se até ao final e alimenta a esperança bracarense de seguir para os quartos de final da Liga Europa pela primeira vez na sua história. O desafio de Liverpool será certamente muito difícil. Mas quem já escreveu História em Sevilha não se importará de ir buscar o guião à gaveta para a escrever outra vez. Vamos acreditar!

9 de março de 2011

Contra-Ataque: SC Braga - Liverpool do Outro Lado

Liverpool Fans

Benjamin Nelson é inglês e natural de Liverpool, encontrando-se a viver no Algarve há três anos e meio. O adepto dos "Reds" aceitou o convite do blogue Arsenal de Braga para nos contar como é que esta partida está a ser vivida pelos ingleses.

Benjamin Nelson começa por afirmar que a frase "Foi o melhor dos tempos e o pior dos tempos" descreve na perfeição a época do maior clube da cidade dos Beattles. "Os adeptos de Liverpool chegam a Braga com muita motivação e uma atitude extremamente positiva, mas este ano não foi sempre assim." E continua enumerando as causas dos sobressaltos iniciais: "em primeiro, os nossos donos optaram por retirar dinheiro do clube para pagar dívidas e, por causa disso, acabaram por não investir na construção da equipa; em segundo, o treinador que nos levou a duas finais da Liga dos Campeões, Rafa Benitez, foi substituído por Roy Hodson, um treinador que gostava muito de falar sobre os anos oitenta quando ganhou a liga Sueca...; em terceiro, Fernando Torres, um dos melhores pontas de lança do mundo, quis sair do clube."

Todos estes factos levaram a que "seja bastante doloroso recordar os primeiros meses do campeonato. Na primeira semana da 2011, quem teve coragem para dar uma olhadela na Liga Inglesa, pôde constatar que estávamos a lutar para fugir dos últimos três classificados. Durante todo esse período, as únicas boas notícias chegaram em Outubro, quando finalmente os bancos obrigaram os donos a vender o clube. O Liverpool FC foi comprado pelo empresário americano, NESV, que até agora está a trabalhar para melhorar significativamente a nossa situação. Em Janeiro, o Roy Hodgson foi substituído por uma lenda do clube, "King" Kenny Dalgish, e quando o Torres saiu para o Chelsea, em vez do dinheiro ser usado para pagar dividas, o clube contratou Luis Suarez e Andy Carroll."

Benjamin Nelson continua perspectivando o futuro: "Com estes problemas resolvidos, podemos finalmente olhar em frente. Estamos fora da Taça de Inglaterra, e na Liga estamos a jogar para conseguir uma posição nas competições europeias. A Liga Europa é a única competição que ainda podemos ganhar e em Liverpool todos querem ganhar esta competição para terminarmos a época de forma positiva."

Sobre o Braga, o inglês sedeado no Algarve diz que "vai ser a primeira vez que jogamos com o Braga, uma aventura nova, e sei que todos os adeptos dos Reds (eu incluído!) estão curiosos para conhecer a cidade, os adeptos do Braga e o vosso estádio magnífico." Benjamin afirma que a Liga Portuguesa tem pouca cobertura em Inglaterra mas destaca que "o SC Braga é um nome que está a aperecer cada vez mais na Europa e é um clube que obviamente que está a crescer e a construir uma reputação. Do que falei com outros Reds, posso dizer que o estádio AXA faz muito para pôr o nome de Braga na memória das pessoas – é instantaneamente reconhecível."

Quanto ao jogo de Quinta-Feira, Benjamin diz que "não é fácil prever o resultado, mas se Liverpool conseguir sair da pedreira com um empate, eu acredito que podemos ganhar em Anfield. Tenho a certeza que não vai ser fácil!" O inglês não termina sem deixar uma mensagem final aos bracarenses: "Desejo boa sorte a todos e venham beber uns copos connosco no centro de Braga!"

Da parte do blogue Arsenal de Braga reforçamos que os adeptos do Liverpool, à semelhança do que sucede com os adeptos de todos os grandes clubes respeitadores, serão bem recebidos em Braga. You're all very welcome to Braga!


Convocados do Braga | Convocados do Liverpool | Antevisão de Domingos

8 de março de 2011

Juniores: SC Braga Continua a Liderar

A equipa de juniores do Sporting Clubes de Braga recebeu e venceu a União de Leiria em jogo a contar para a Fase Final do Campeonato Nacional. O Sporting de Braga, com nove pontos conquistados em doze possíveis, reparte a liderança com Porto e Guimarães. Na próxima jornada, o Braga desloca-se à cidade vizinha de Guimarães para defrontar a equipa de juniores local e o Porto recebe a Naval 1º de Maio.

BenficaTV Insultou Braga e os Bracarenses

26 de Fevereiro de 2011. O Hóquei Clube de Braga desloca-se à cidade de Lisboa para defrontar o Benfica em partida a contar para a Liga de Hóquei. O jogo foi transmitido pela Benfica TV e ao longo de toda a partida foram proferidos vários comentário injuriosos para Braga, os bracarenses e para o clube de Hóquei da capital do Minho. Este caso, branqueado pelos órgãos de comunicação do regime benfiquistas, motivou um violento e justo comunicado da Administração do clube bracarense.

Leia o comunicado na íntegra:

Todos ao Estádio Axa: Acredita Braga!

SC Braga - Liverpool FC

A missão é quase impossível mas o Braga tem uma palavra a dizer na eliminatória. Na próxima Quinta os Guerreiros do Minho, moralizados com uma vitória difícil sobre o rival Benfica, defrontam um Liverpool que acaba de vencer o Manchester United por 3-1. Vamos encher o Estádio Axa de apoio e alegria para mostrarmos aos nossos Guerreiros que estamos a 100% com eles. Todo o apoio será pouco.

Onde É Que Está a Polémica?



"É notório que há agressão, vê se que o jogador do Sporting de Braga é atingido. Depois disso Alan faz teatro mas essa situação já não tem interesse para o lance, uma vez que aconteceu depois da agressão ter sido consumada." Joaquim Campos (ex-árbitro internacional) no Record.

Dos quatro ex-árbitros internacionais que já comentaram o lance da expulsão de Javi Garcia, apenas Jorge Coroado entende que o árbitro errou. Uma imensa maioria de 3 para 1, dá razão a Carlos Xistra, não encontrando razões para as queixas perfeitamente delirantes e desproporcionadas dos benfiquistas. Mas afinal onde é que está a polémica?

Como muitos analistas têm escrito, o Benfica desta dupla Vieira-Jesus não sabe perder. Pior do que isso, no destilar de raivas e ódios contra tudo e contra todos, esta dupla está a hipotecar irremediavelmente tudo o que restava do prestígio da instituição que representam. Em dois anos, foram cinco as situações de violência que se verificaram no final de jogos da Liga - o único denominador comum a todas é a presença do Benfica. Apesar disso, o polvo está montado e o Benfica continua disciplinarmente imune às repetidas provocações e agressões contra agentes desportivos de outros clubes.

No início da época, houve quem vaticinasse que Ricardo Costa iria fazer muita falta ao Benfica. E quem o fez não errou minimamente. A verdade dos factos está aí para o demonstrar: desde que Jesus assumiu o comando, o Benfica nunca conseguiu ser líder sem a intervenção salvadora de Ricardo Costa. Nunca. Eles até podem jogar muito bem; o boletim desportivo A Bola até pode escrever capas orgásmicas com as exibições do Benfica; a espécie de informação da SIC até pode manipular as imagens que quiser; os adeptos até podem espumar de alegria e fingir que tudo corre bem; pode até cair o Carmo e a Trindade mas a verdade é que o Benfica de Jesus precisou de Ricardo Costa para chegar à liderança de um campeonato. Sem isso, o Benfica NUNCA mas NUNCA conseguiu ser líder.

Lançados todos estes dados e acrescentado o discurso provocatório de Jorge Jesus durante a semana, era expectável que o bracarenses preparassem uma reacção hostil ao Benfica de Jesus. Mas alguém esperava que os bracarenses recebessem com flores aqueles que lhe roubaram um campeonato na secretaria? Mas alguém esperava que Jesus fosse aplaudido depois de passar a semana a provocar os adeptos do Braga? Mas alguém esperava que o Braga fosse perder para não ser acusado de estar aliado ao Porto? Parece que havia quem esperasse. Mas desenganem-se: Braga é do Braga. E cada vez há-de mais ser!

A Vergonhosa Capa do Jornal "A Bola"

"O jornal A Bola é para mim uma espécie de resquício em forma de folhetim diário da visão futebolística dos tempos antigos. Vive às custas da imagem de um clube porque esta continua a vender, já o fado nem tanto, Fátima lá está e o outro senhor, a quem convinha ter o povo feliz e embriagado, sereno e de mordaça, faz tijolo há muito tempo. Mas o jornal continua a viver numa espécie de redoma de impunidade futebolístico-intelectual sem grande intelecto, dando-se ao luxo de produzir capas facciosas e tendenciosas como a de ontem. Vale tanto como um folheto do Lidl, mas com muito menos variedade.

Pouco lhes importa se menorizam e enxovalham neste processo de defesa cego a um só clube os adeptos, as equipas, e todos os profissionais de clubes alheios. Uma total ausência de respeito pelos restantes. Aproveitando-se deliberadamente de um país em que a maioria é benfiquista, o jornal A Bola chuta para canto a isenção e dá-se ao luxo de criar capas como esta que vemos mais acima. Palavras para quê? Lendo o jornal o Braga parece não ter jogado e marcado dois golos e pelos vistos o Porto também não havia ganho ao Guimarães no dia anterior, precisou por isso do Sr. Xistra. E o Roberto não sofreu um golo do meio campo, coisa que nem nos jogos dos infantis se vê. Foi tudo ilusão. Lá teremos daqui a algum tempo e a custo que fazer uma capa a dizer "PORTO CAMPEÃO ". Imagino o sofrimento e o ambiente pesado na redacção.


Braga 2 - Benfica 1: Do Mau Perder Benfiquista

No rescaldo do comportamento vergonhoso dos dirigentes e adeptos do Benfica no final da partida justamente ganha pelo Sporting de Braga, vários notáveis bracarenses levantaram a voz contra as constantes provocações proferidas por Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira contra a cidade e as pessoas de Braga. O jornal (?) desportivo A Bola, assumidamente benfiquista, e a estação de televisão SIC também estão na mira dos bracarenses devido ao mau trato que têm dado à verdade e à isenção jornalísticas.

Mesquita Machado: "Não temos de prestar vassalagem ao Benfica nem a clube nenhum. Os bracarenses têm como primeiro clube o Braga e não são obrigados a apoiar mais nenhum. Se ele [Luís Filipe Vieira] estava à espera de ser recebido com ranchos folclóricos e bandas de música, enganou-se. Mas, se ele quiser, eu proponho que se arranje isso para o receber da próxima vez. Só uma equipa é que jogou futebol e que criou 'n' oportunidades. O Benfica pode dar-se por feliz por ter perdido só por 2-1, porque se os nossos avançados tivessem concretizado todas as oportunidades, teria sido pior. O jornal A BOLA deveria ter um emblema do Benfica na primeira página, porque toda a gente sabe que é um acérrimo defensor do clube. Mas isso não nos incomoda, porque a vitória foi totalmente merecida."

Pedro Machado: "Só vejo chatices no túnel e no Estádio da Luz. Em Braga não há jagunços, mas em Alverca já ouvi falar no Kadafi dos pneus. Contudo, a instituição Benfica está acima de qualquer presidente", referiu o ex-líder dos minhotos, lamentando que as águias "tenham alguém a justificar as derrotas com coisas externas".

Miguel Guimarães: "Isto fala-se porque se trata de um atleta do Benfica; já vi jogadores do Braga serem expulsos por muito menos", lembra o ex-presidente da SAD, que explica a alegada hostilidade dos arsenalistas com um sentimento de injustiça. "No ano passado a Comissão Disciplinar foi célere a punir com imagens montadas, mas ainda não puniu Jorge Jesus pela chapada ao atleta do Nacional", lembrou.

João Gomes Oliveira: Apesar de gostar "ser bem recebido em qualquer lado, é sempre uma situação complicada de gerir". No entanto, revela que não se apercebeu de "nada de extraordinário" no encontro de domingo para levar Luís Filipe Vieira a dizer o que disse. Muito menos em relação ao árbitro. "Na bancada não se vê ao pormenor o que aconteceu, mas a expulsão pareceu-me totalmente justa", observou.

Braga 2 - Benfica 1: Adeptos do Braga Agredidos

Terminada a partida que opôs Braga e Benfica, vários adeptos do Sporting de Braga que passeavam pelo centro da cidade foram vítimas de agressões por parte de adeptos do Benfica, tendo muitos deles que receber ajuda médica. É incompreensível que as televisões e jornais tenham branqueado completamente estes actos vergonhosos.

Jesus incendiou o ambiente: "O ambiente que se sentia em Braga no início do jogo revelava que, para os bracarenses, já não havia "bom Jesus". As declarações provocatórias do ex-técnico arsenalista e actual treinador do Benfica nos dias anteriores à partida "incendiaram" as bancadas, que por várias vezes retribuíram com assobios as reacções de Jorge Jesus e com arremesso de objectos os jogadores benfiquistas que por lá perto andavam. Carlos Martins foi um dos visados."

Quanto aos dirigentes, o Público traça o correcto retrato de um clube que não teve qualquer dignidade após uma justíssima derrota: "Que a máquina de propaganda do Benfica tenha andado a apregoar a esperança de chegar ao título para motivar os jogadores e encher o estádio é perfeitamente aceitável. O que não se aceita é que, assim que perdeu o brinquedo, o bebé tenha desatado a chorar."

Ainda no rescaldo da partida de Braga, Mossoró explicou os festejos efusivos do golo decisivo na partida e Quim afirmou o ridículo dos protestos dos dirigentes do Benfica relativamente à evidente agressão de Javi Garcia.

As opiniões dos outros: "A justa expulsão de Javi Garcia"; "Mossoró: a figura da jornada".

7 de março de 2011

Apenas uma vitória... mas com um significado especial!

Mossoró festeja golo contra o Benfica

Confesso que, antes do jogo se iniciar, não estava muito confiante. Creio que poucos adeptos do Braga estariam, aliás. A nossa equipa não vinha mostrando solidez nem fluidez de jogo (fruto, em parte, de alguma falta de confiança) para fazer face a um Benfica com grande qualidade de jogo, ainda que a denotar alguma quebra do ponto de vista físico, nas últimas partidas. Creio que talvez por isso a grande alegria que se viveu ontem no estádio AXA, motivada por uma vitória e uma exibição, em certa medida, inesperadas. É evidente, no entanto, que para os adeptos cuja a memória dos acontecimentos da época passada (que redundaram nos castigos de vários jogadores, em particular de Vandinho) está ainda demasiado fresca, esta vitória teve também um certo sabor a revanche, até pelo que provavelmente significou para o Benfica – o adeus ao título.

Os onze reservavam surpresas: no Benfica, a substituição dos homens das alas, alegadamente por questões de ordem física, mas sem alterações de ordem táctica; no Braga, o abdicar do terceiro homem do meio-campo em favor de Paulo César, recém recuperado de lesão mais ou menos prolongada. O Braga apresentava uma ligeira nuance táctica: Paulo César embora por vezes jogando atrás de Lima, posicionava-se frequentemente a par, sobretudo na acção defensiva; aos alas era pedido um esforço adicional no sentido de compensarem a ausência do tal terceiro médio. O Braga começou muito bem: pressão muito alta, elevado ritmo, colocando ao Benfica grandes dificuldades na sua saída para o ataque. Creio que a chave desta partida esteve nesta situação: os homens da dianteira do Braga foram os primeiros defensores, sempre muito conscientes da importância do seu trabalho defensivo, dificultando o futebol atacante do adversário. O Braga recuperou muitas bolas no meio-campo adversário e com isso, para além de facilitar a tarefa aos homens da rectaguarda, deixou sempre a equipa adversária desconfortável ante a facilidade com que o Braga jogava no meio-campo contrário. O papel de Paulo César foi preponderante – esteve a um nível surpreendente atendendo a que regressava de lesão. Foi ele frequentemente o elemento desestabilizador da linha defensia contrária, caindo muitas vezes (em diagonal) nas costas de Coentrão (fazendo Alan o movimento interior contrário). O mesmo aliás, fez algumas vezes Lima no flanco contrário (costas de Maxi). Com isso, criámos sempre problemas ao Benfica, para além de bloquearmos as suas alas, ainda por cima sem os seus extremos habituais. A verdade, no entanto, é que como já vem sendo habitual sofremos um golo quase do nada, contra a corrente do jogo, da única forma que parecia possível, atendendo à forma como a partida até aí decorrera: na sequência de uma bola parada. Confesso que, nesse momento, temi o pior. Esta nossa equipa tem mostrado alguma fragilidade psicológica, ultimamente e admiti que o ânimo pudesse quebrar. E na verdade houve ali um momento em que o nosso pressing perdeu eficácia e em que o Benfica numa ou duas transições rápidas poderia ter criado outros problemas (já o tinha feito aquando da lesão de Custódio, em que fomos pouco lestos na substituição!). Mas a verdade é que a equipa conseguiu estabilizar e manter a mesma toada. É nesta fase aliás que surgem as nossas melhores oportunidades, verdadeiramente flagrantes, quase todas na sequência de lances em que um dos avançados “ganha as costas” a um dos laterais do Benfica e cruza “atrasado” para a finalização (sempre desastrada).

Surge depois o lance da expulsão de Javi Garcia, perfeitamente justa (nem percebo qual é a dúvida). Se ainda se pode discutir se a entrada de Alan é faltosa, se o árbitro não o considerou (e efectivamente não porque o jogo prosseguiu), é evidente que tem de marcar a falta pelo murro de Garcia – que aliás nem esboçou protesto. Tivemos nesse momento a sorte de marcarmos na sequência do livre, com a prestimosa colaboração de Roberto mas o golo minorava apenas a injustiça do resultado ao intervalo, já que a meu ver já justificávamos a vantagem.

Ao intervalo, Domingos teve de resolver mais um problema criado com a lesão de Vinicius (que entrara bem no jogo em substituição de Custódio) e fê-lo de forma temerária, mesmo atendendo a que, em princípio, jogaríamos a segunda parte em vantagem numérica: fez entrar Mossoró para o apoio ao ataque, fazendo de Viana o único médio defensivo da equipa. A verdade é que já me perguntei se Viana não pode tornar-se numa espécie de Pirlo à portuguesa, orientando as hostes desde a “cabeça-de-área” – embora nesse caso talvez precise de mais alguém que faça o trabalho sujo. Foi o que aconteceu na segunda metade, beneficiando da nossa vantagem numérica. Contudo, a segunda parte foi menos fluída, apesar de uma excelente entrada, com mais uma flagrante perdida de Lima (e depois, penalty não assinalado sobre Ukra, que ganha posição a Maxi e é derrubado dentro da área). E foi menos fluida porque o Benfica ajustou o seu conjunto ao facto de jogar com menos um homem e assumiu uma postura de natural expectativa – talvez esperando correr maiores riscos mais perto do final da partida. Também é verdade que Mossoró (que haveria de decidir a partida) não entrou nada bem no jogo, sendo complicativo e perdendo várias vezes a bola em situações de algum risco. No entanto, o Benfica quase abdicara de atacar, a não ser em lances de bola parada e apenas a entrada de Gaitan (pareceu-me efectivamente algo limitado mas trata-se de um grande jogador) animou um pouco as hostes encarnadas (pior do que Felipe Meneses era difícil). Em contrapartida, Hélder Barbosa (que substituiu um naturalmente estoirado Paulo César) deu um outro impulso ao nosso futebol ofensivo. Ele, que até nem é muito esclarecido, entrou francamente bem, menos individualista do que habitual e criando desequilíbrios pelo flanco esquerdo. É de um lance que passa por ele, à esquerda, que surge o golo, um momento de inspiração de Mossoró, à entrada da área do Benfica (talvez a aposta de risco de Jorge Jesus em Kardec por Martins tenha ajudado à festa, despovoando o meio-campo benfiquista). De aí em diante, controlámos bem o jogo, um pouco mais resguardados, mas ainda assim mais perto do 3-1 (por Lima) do que do 2-2.

Foi como disse uma vitória e uma exibição com o seu quê de inesperado. Pode por isso ser um bom tónico para o resto da temporada, num momento em que os ânimos estavam bastante em baixo e em que a equipa já não parecia ser capaz de encontrar confiança e motivação para se exibir a um nível compatível com os seus (actuais) objectivos. [Verdade seja dita, no aspecto da motivação, Jorge Jesus deu uma grande ajuda, apimentando a partida com as declarações da véspera.] Trata-se também de uma vitória importantíssima já que o Braga precisava de três pontos como de pão para a boca: com o atraso para os lugares europeus, uma não-vitória frente ao Benfica, juntamente com o adiamento da partida da próxima jornada (em Olhão), poderia provocar a abertura de um fosso pontual perigoso para os nossos objectivos. Venha agora a eliminatória da Liga Europa frente ao Liverpool, em que, a meu ver, mais do que a passagem aos quartos-de-final, é importante defender o prestígio que grangeámos na Europa e sobretudo não desperdiçar esta injecção de moral que esta vitória frente ao Benfica representa.

6 de março de 2011

Estamos a Festejar

Este blogue segue dentro de momentos.

Atletismo: Portugal de Ouro em Paris

Ouro nos 60m: Francis Obikwelu superou todas as expectativas na final dos 60m, em Paris, ao bater Dwain Chambers e Christophe Lemaître na luta pelo título, nos Europeus de pista coberta. Antes da prova, nem o próprio Obikwelu demonstrou estar muito confiante na vitória.

Prata no Salto em Comprimento: A recordista portuguesa do salto em comprimento esteve muito acima do que tinha mostrado na véspera e arrancou um salto de 6,79m, que lhe garantiu o segundo lugar do pódio nos Europeus de pista coberta, em Paris.

4 de março de 2011

Braga Legitimamente Chocado com Nomeação

Depois das polémicas decisões no último jogo da Taça de Portugal entre Benfica e Braga que culminaram com uma série de expulsões perdoadas aos jogadores do clube lisboeta, a Liga de Clubes entendeu que o prémio a dar ao árbitro de Castelo Branco seria a nomeação para um jogo muito importante entre as duas equipas, desta feita a realizar em Braga. Tendo em conta que os jogos entre Braga e Benfica têm estado envolvidos em repetidas polémicas que resultam invariavelmente no prejuízo dos minhotos, todos os amantes do futebol têm que ficar chocados com mais esta nomeação incompreensível do senhor Vitor Pereira.

A ler: Domingos responde a Jesus com inteligência e ironia, no Público.

2 de março de 2011

Braga - Liverpool: Compra Já o Teu Bilhete!

Braga - Liverpool

Na próxima eliminatória da Liga Europa o SC Braga pode fazer história nas competições europeias, medindo forças com o Liverpool rumo ao (inédito) apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa. Esta batalha assume, assim, contornos ainda mais especiais, sendo vital que todos sócios, adeptos e simpatizantes se unam em torno dos Gverreiros do Minho frente ao colosso inglês.
Vamos encher o Estádio AXA, apelando-se a todos os bracarenses que pintem as nossas bancadas de vermelho e branco e mostrem toda a força desta Legião.

Contamos com o teu apoio. Garante já o teu ingresso no Centro de Atendimento ao Sócio nas Galerias do Bingo, na Secretaria do Clube no Estádio 1º de Maio, na Loja SCB no Braga Parque (só a partir de segunda-feira, 7 de Março) ou na Bilheteira online.

Neste jogo épico, os sócios com lugar anual pagam 10€, os sócios pagam 15€, os acompanhantes de sócio pagam 20€ e os adeptos pagam entre 40€ e 65€.

Dúvidas de um sócio insignificante

Senhor presidente da SAD:
- É verdade que Lima e Sílvio irão para o Porto por 3 milhões mais o passe do Ukra?
- É verdade que Domingos, o melhor treinador do Braga nos últimos anos, vai ser trocado por Leonardo Jardim?
- Seria possível saber-se o que fizemos nós com os milhões (catorze, salvo erro) da Liga dos Campeões? Como queremos nós confirmar o nosso estatuto de clube de topo se a nossa equipa continua a ser uma porta rotativa em que se entra por um lado para logo sair por outro?
- Como podemos garantir o sucesso desportivo se permanentemente vendemos os melhores jogadores?
Sei que vou ficar sem respostas; sei que me vão pedir que continue a aplaudir, a abanar bandeirinhas e a levantar cachecóis. Vou fazê-lo porque sou adepto do Braga e não das pessoas, sejam elas quais forem. Mas fico preocupado. Tanta coisa de bom foi feito nos anos da sua gestão, senhor Presidente! Vamos agora desbaratar tudo isso?
Sou testemunha de décadas de subserviência ao Benfica, que colocava cá os seus restos e nos levava os melhores. Não quero que o meu clube alguma vez volte a esse estatuto de subserviência miserável. Mas tenho receio. Muito receio.

É Roubar às Claras?



A suposta tentativa de agressão de Vandinho a um treinador do Benfica resultou numa suspensão de 3 meses. A agressão de Jorge Jesus a um jogador do Marítimo resultou numa multa de 250€. Se ainda há vergonha, demitam-se.

1 de março de 2011

UEFA: Ingleses no Caminho pela Sétima Vez

Liverpool FC

O sorteio condicionado da UEFA colocou o Liverpool no caminho do Braga. O clube sedeado na cidade dos Beatles disputa a Premier League do país onde nasceu o futebol e é um dos colossos mundiais. Se olharmos para as 13 épocas em que o Braga disputou 15 competições europeias, contabilizamos 7 sorteios que ditaram confrontos com equipas inglesas. O cardápio dos ingleses inclui Arsenal, Tottenham (por duas vezes), Portsmouth, Bolton e West Bromwich, com saldo claramente negativo para os bracarenses. Mas se olharmos para a nova era arsenalista, que começou com a chegada de Salvador à presidência do clube e da SAD minhotas, as contas ficam mais equilibradas: com excepção do duplo desaire diante do Tothenham, o Braga conseguiu resultados positivos perante todos os outros adversários. A vitória caseira sobre o Arsenal de Londres está na memória de todos, mas convém lembrar que este Braga da nova era já empatou com o Bolton em Inglaterra e derrotou o Portsmouth por uns contundentes 3-0 na pedreira. Está certo que os bons resultados aconteceram sempre em fases de grupos e os desaires mais significativos nas fases a eliminar. Mas também está certo que o Braga não pára de surpreender. Vamos acreditar!

Adversários do Braga por País: