28 de fevereiro de 2011

Naval 0 - Braga 0: Foras de Jogo Decisivos

Duas equipas demasiado preocupadas em defender protagonizaram um espectáculo sofrível onde as oportunidades escassearam e as que seriam foram travadas pelos assistentes de João Ferreira... uma, duas, três, quatro , cinco, seis, sete vezes. Se não nos esquecemos de nenhum, a verdade é que os árbitros auxiliares erraram na marcação de 7 dos 16 foras de jogo do Sporting de Braga travando outras tantas situações em que surgiam jogadores bracarenses.

No jogo jogado, Ukra e Vinicius destacaram-se na produção ofensiva bracarense durante o primeiro tempo com Alan e Lima abaixo do seu nível habitual. No tempo complementarm, Domingos Paciência fez entrar Mossoró, Meyong e Hélder Barbosa para os lugares de Vinicius, Lima e Alan. O Braga continuou a construir sem conseguir concretizar e acabaria por quase sofrer no último minuto da partida. Refira-se ainda que havendo cinco substituições é incompreensível que João Ferreira não tenha dado mais do que dois minutos de compensação - estaria satisfeito com o resultado?

O apito final ditou a divisão de pontos e o Braga continua sem perder diante da Naval.

27 de fevereiro de 2011

E Se Domingos Não Ficar?

E se o Domingos não ficar?

Os sinais são cada vez mais evidentes. E, apesar das imbecilidades que escreve o Record, é cada vez mais certo que Domingos não vai renovar contrato com o Sporting de Braga. Tanto quanto se sabe, a história resume-se em dois actos: numa primeira fase da época, Domingos Paciência sugeriu que gostaria de treinar um grande e a resposta de António Salvador não se fez esperar - o presidente do Braga lembrou que Domingos já está a treinar um grande do futebol português e, pouco depois, anunciou que "o Domingos sabe que trataremos da renovação em tempo oportuno". Desde esse anúncio, as notícias do divórcio têm-se multiplicado e Domingos, que até então nunca tinha manifestado intenção de renovar, tem vindo a repetir que ainda não recebeu nenhuma proposta e que está disponível para ficar.

Tendo em conta tudo quanto é público, a bola parece estar nas mãos de António Salvador. A grande questão é saber se o Presidente está na disposição de renovar com o técnico que levou o clube à melhor classificação de sempre no campeonato nacional e que protagonizou a melhor estreia de uma equipa portuguesa na fase de grupos da Liga dos Campeões. Certo é que os adeptos parecem estar a mobilizar-se no apoio a um técnico que é muito querido em Braga. Aguardemos, pois, os próximos capítulos.

Adenda - Leandro Jardim, da renovação à demissão, no Público.

Juniores: Braga é Líder na Fase Final

Depois de receber e vencer o Gondomar, o Sporting de Braga passou a liderar a Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores com duas vitórias em outras tantas partidas já disputadas. Os jovens bracarenses marcaram quatro golos enquanto as suas redes permanecem invioláveis. Na próxima ronda, teste importante para o Braga que se desloca ao Porto para defrontar o Futebol Clube daquela localidade.

Da "Imbelicilidade" do Record

No final do jogo de ontem, o Presidente do Futebol Clube do Porto denunciou a "imbecilidade" da notícia do Record que afirmava que Leonardo Jardim, treinador do Beira Mar, teria um acordo com o clube portuense para transitar para o Sporting de Braga na próxima época. Como habitualmente, a notícia surge nas vésperas de um jogo decisivo para o Braga na Figueira da Foz.

26 de fevereiro de 2011

Do modelo de gestão ao treinador

Há muita gente que critica um certo tipo de gestão teimando em não perceber como é que os casos de sucesso de gestão desportiva em Portugal sucedem. O caso mais evidente de êxito desportivo no futebol português(Porto) é paradigmático: os melhores acabam (quase sempre) por sair, normalmente com enormes mais-valias financeiras e é o assumir desta inevitabilidade, fazendo-o de forma planeada, que lhes permite praticar salários muito acima do que as suas receitas ordinárias admitiriam e assim, aceder a atletas que de outra forma seriam inacessíveis. O clube quando muito aguenta o assédio da concorrência aos melhores jogadores 2-3 épocas, valorizando-os e procurando fazer uso da sua mais-valia desportiva. No fundo, isto leva a que, com maior ou menor rigor, o clube seja gerido por ciclos. O problema deste modelo é que hoje estes ciclos temporais são muito curtos – devido à liberalização do mercado de transferências e à falta de músculo financeiro dos nossos clubes – o que torna as possibilidades de retorno desportivo mais reduzidas.

O Braga limitou-se a "copiar" o modelo. Esta época, em princípio, seria uma época de transição, de fim de um ciclo e de preparação de um novo ciclo. A espinha dorsal da equipa reunida aquando da chegada de Jorge Jesus dificilmente se poderia manter por muito mais tempo: alguns jogadores estavam “no ponto” para serem transferidos (e alvo de forte assédio de emblemas com outro arcaboiço financeiro) e outros, pela sua idade, a iniciar a fase descendente da carreira (ou pelo menos, com vontade de sair para ganhar a sua “reforma dourada”). O problema foi que o clube /SAD deparou-se com uma realidade desportiva sedutora: havia a possibilidade (mesmo que remota, não o podemos esquecer) de uma presença na Liga dos Campeões. De forma que a SAD escolheu um meio termo: deixar sair aqueles que garantiriam um encaixe mínimo que colocasse as contas da SAD fora do vermelho e manter alguns jogadores-chave que assegurassem um rendimento desportivo à altura das ambições da equipa. Estou seguro de que, não tivéssemos nós ultrapassado o Celtic e o Sevilha, do grupo de jogadores constituído por Moisés, Rodriguez, Alan e Matheus (pelo menos), alguns (se não todos) teriam saído antes ainda do final de Agosto. Com a passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões, o retorno financeiro do investimento realizado nos dois anos anteriores ficou assegurado e creio que a ideia seria assegurar assim uma transição mais suave para um novo ciclo, admitindo que seria possível manter a performance desportiva mesmo nessa fase de transição, agora necessariamente menos brusca.

O insucesso da época interna obrigou no entanto a SAD a rever esta posição. A verdade é que a equipa não conseguiu passar incólume por uma realidade a que não estava habituada (alternar os campos da liga com o glamour da Liga dos campeões). Há vários motivos para isso, alguns que me parecem evidentes: dificuldade em lidar mentalmente com esta nova realidade desportiva, num clube para quem Liga dos Campeões era completa novidade (daí talvez a dificuldade em ldar com o grupo por parte de Domingos); o desgaste físico acrescido, num plantel desequilibrado (riquíssimo numas posições, claramente deficitário noutras). Creio que é também claro que houve problemas no planeamento desta época, ao nível da definição do plantel. Investiu-se demasiado em determinados sectores já bem “cobertos” e pouco (e mal) noutros. Mesmo entendendo a encruzilhada em que a SAD se encontrava (apostada em manter alguns jogadores-chave em face da hipótese Liga dos Campeões), era evidente que esses jogadores não iriam durar muito tempo e que o ideal seria ter já no plantel alternativas a esses homens. Não se compreende, por exemplo, como é que o Braga não investiu fortemente num central de categoria, sabendo que Moisés e Rodriguez estavam a prazo. Pior se compreende o não investimento num lateral com provas dadas na nossa liga, para além de Sílvio, sabendo que tínhamos ficado sem dois dos melhores laterais da Liga (um em Janeiro o outro no final da época). Não estamos a falar de uma segunda linha; teria de ser alguém para entrar directamente para o onze! É evidente que a saída apressada de Carlos Freitas, a meio do defeso, não poderia trazer nada de bom. O plantel foi fechado a correr (se bem que depois ajustado, após ultrapassarmos o Celtic) com jogadores sem nível (descobriu-se depois) e, em alguns casos, de carácter duvidoso.

As Responsabilidades da Liga

A Liga de Clubes, cujo Conselho de Disciplina também tem responsabilidades pela violência nos estádios, organizou uma conferência para apontar o dedo a toda a gente não retirando nenhuma conclusões dos factos que são públicos e que têm demonstrado uma inaceitável complacência para os actos cometidos pelos agentes de alguns clubes. Vamos aos factos:

- a suposta tentativa de agressão de Vandinho custou três meses de suspensão numa fase crucial da época; a agressão consumada de Jorge Jesus a um jogador do Nacional ainda está em análise;
- toda a violência dos adeptos do Vitória de Guimarães no último derbi disputado em Guimarães (arremesso de bolas de golfe, agressão ao técnico adjunto do Braga e bloqueio da linha férrea) teve uma sanção inferior ao arremesso de um único objecto no derbi da Taça da Liga;
- e ainda veremos o que fará a Comissão de Disciplina relativamente à agressão de Douglas a Luiz Nunes no jogo da passada Sexta-Feira; perspectiva-se mais um favor ao clube minhoto?

Será que a Comissão Disciplinar vai aprender com os seus intoleráveis erros?

Braga Sobre Brasas

Embers

A estatística não deixa dúvidas: na presente temporada, o Braga apenas venceu 40% dos jogos disputados após um desafio europeu. Se as provas da UEFA têm servido para elevar a moral dos arsenalistas, averdade é que a factura tem sido paga com uma prestação mais do que sofrível em termos de competições domésticas. Todos estes factores em conjunto fazem com que o Braga vá jogar os próximos quatro desafios sobre brasas. É que tudo se decide nas próximas quatro partidas.

Sendo certo que será necessário gerir o esforço, as opções de Domingos Paciência serão mais importantes do que nunca. É que se as vitórias sobre Naval (fora) e Benfica (no Estádio Axa) são decisivas para os objectivos internos, eliminar o Liverpool coroaria de glória uma época que já está a ser ímpar no domínio internacional. Mas também é certo que ninguém reclamaria de uma eliminação frente aos ingleses que, como se sabe, são um colosso do futebol mundial. Serão os Guerreiros capazes de gerir o esforço e a ansiedade? Acreditamos que sim!

Braga 2 - Poznan 0: Virar a História



O jogo era vital para um Braga cujas contrariedades têm contribuído para uma época muito abaixo das expectativas iniciais nas competições domésticas. Nas bancadas, 15.000 adeptos faziam a festa do futebol ter mais cor, com um vermelho avassalador diante de uma surpreendente (em quantidade e em qualidade vocal) falange de apoio chegada da Polónia. Em campo, três equipas determinadas a fazer a festa do futebol.

Os primeiros momentos mostraram um Braga acutilante e avassalador perante um Lech Poznan determinado a queimar tempo, emergido num anti-jogo que nem após o primeiro golo bracarense cessou. E o primeiro golo surgiu dos pés de Alan aos 8 minutos de jogo. Com a eliminatória empatada, o inferno da pedreira voltou a mostrar a sua chama e Lima haveria de colocar o Braga em justa vantagem na eliminatória aos 36 minutos, com uma jogada iniciada por Hélder Barbosa e na qual o avançado brasileiro tirou partido de posição irregular. Erro da equipa de arbitragem que voltaria a errar quando, aos 41 minutos ignorou a entrada grave do guarda-redes polaco que, a ser assinalada, teria como consequência a expulsão de Kotorowski.

O Braga veio para a segunda parte moralizado e dominador, com Mossoró em posição de grande destaque na construção do jogo bracarense. Até que Domingos decidiu mexer... E tirou Hélder Barbosa primeiro, Mossoró depois (perante uma calorosa ovação dos adeptos) e Alan por fim. Entraram Paulo César, Leandro Salino e Élderson. E o Braga nunca mais haveria de se encontrar. Os últimos minutos foram de desnorte absoluto e sofrimento desnecessário mesmo perante um Lech Poznan já reduzido a 10 unidades por expulsão de Kikut na sequência de uma entrada dura sobre Sílvio. Foi o ferro que acabou por salvar o Braga aos 91 minutos quando o avançado Rudnevs atirou à barra. Após um longo suspiro de alívio, o estádio voltou a entrar em ebulição: o Braga está nos oitavos de final da Liga Europa pela terceira vez na sua história. O Liverpool é o colosso que se segue.

20 de fevereiro de 2011

Braga 1 - P. Ferreira 2: Um Jogo Para Esquecer

Joga bem, conquista adeptos e também sabe ser implacável. É assim este Paços de Ferreira, de vento em popa no campeonato português, num ritmo 100 por cento vitorioso no novo ano e com mais um triunfo, o segundo em Braga, depois da Taça da Liga, aproveitando os «tiros no pé» do rival. A equipa de Domingos Paciência desaproveitou a dupla jornada caseira. Em 6 pontos possiveis, não conquistou nenhum e o 4º lugar, ironicamente ostentado pelo velho rival V. Guimarães, já está a cinco pontos.

Numa altura em que Benfica e F.C. Porto se digladiam para ver quem dá mais espectáculo ou quem é mais forte, é bom que algum do foco de atenção também possa cair neste Paços de Ferreira. A equipa de Rui Vitória não teve o mais brilhante dos inícios de temporada, quem sabe pelas lesões que fustigaram o grupo, sobretudo na defesa, mas em 2011 é, claramente, a equipa da moda.

Apoiados em dois laterais de franco pendor ofensivo, com André Leão a varrer tudo (que grande jogo!), Leonel Olímpio para as sobras e David Simão a pautar o que se passa lá frente, os «castores» só precisam de boas decisões no último terço para brilhar. Rondon, Manuel José e Nélson Oliveira têm-no conseguido.

E neste aspecto das decisões, para usar uma tirada ao melhor de La Palice, para além das boas, há as más. Como a de Guilherme, que esteve na génese do inaugurar do marcador. A entrada em campo do jovem esquerdino já tinha sido pautada por dois passes à queima-roupa, que arrepiaram as bancadas do Municipal bracarense. Mas o caldo, que foi resistindo, entornou mesmo aos 10 minutos. Se viu os filmes, deveria saber que Rondon é uma carraça em forma de jogador. Não há um lance perdido e foi assim que aproveitou o desleixo inocente de Guilherme para ganhar o penalty, que Manuel José transformou.

Domingos Paciência, que tinha apostado em Keita no ataque, deixando Lima no banco, começava a ver a estratégia ruir. Sem grande capacidade de resposta, viu o prejuízo dobrar. O cruzamento de Manuel José foi excelente, Rondon desviou ao primeiro poste e Sílvio confirmou um golo feito. Nem vinte minutos de jogo e as bancadas ensaiavam os assobios.

Resultado penalizador nesta altura, note-se. O pragmatismo tinha vencido a vontade, numa altura em que tudo parecia correr mal aos minhotos. A instabilidade defensiva, de resto, é cartada fulcral para o desfecho. Falta Miguel Garcia, falta Paulão, falta Elderson. Até apetece acrescentar: falta Moisés.

Apesar da tremedeira lá atrás, havia algum discernimento na frente. Ukra corria, tentava e contagiava os companheiros. Domingos, obrigado a trocar Custódio por Meyong, deu a ordem que faltava: para a frente, que ainda há tempo para a «remontada».

Ukra quis dizer que sim. E fê-lo com estilo. Brilhante o golo do extremo português a premiar a combatividade na frente. Se Maykon não atacou mais (e o Sp. Braga pode agradecer isso...), em grande parte foi pela atenção que tinha de ter no jovem cedido pelo F.C. Porto.

45 minutos. Terminado o carrossel da primeira parte, era o tempo que o Sp. Braga tinha para, pelo menos, empatar a partida. A uma equipa que joga para a Europa, pedia-se inteligência nos processos, rapidez de raciocínio e garra. Houve vontade, é certo. Houve pressão, também. Houve, até, algum risco, pois o veneno do contra-ataque pacense poderia ser a estocada final.

Faltou o resto. Faltou descobrir o caminho para a organizada defensiva do Paços, uma antítese clara da realidade arsenalista. Faltou, é bom dizer, criar oportunidades de golo. Depois de uma primeira parte onde Cássio teve de brilhar, no segundo tempo, apesar da vontade, caiu a produção. Mesmo com o Paços reduzido a dez. No final, uma bola no poste num lance fortuito, foi o que de mais perigoso se viu.

O «castor» segue implacável e ultrapassa o Sp. Braga na tabela. Rui Vitória diz que não quer saber da Europa para nada. Apetece perguntar: nem a jogar assim?

Retirado do Mais Futebol

17 de fevereiro de 2011

Poznan 1 - Braga 0: A Derrota Menos Merecida

O Sp. Braga não encontrou nenhuma abominável equipa das neves, mas amedrontou-se. Amedrontou-se de forma incompreensível, diante de uma equipa perfeitamente ao seu alcance, e está em desvantagem na eliminatória. O único golo do Lech Poznan surgiu a 18 minutos do fim, anotado por Rudnevs.

Esta derrota da equipa de Domingos Paciência dá que pensar. É verdade que havia muitos lesionados e que aquela espécie de relvado condicionou totalmente a qualidade de jogo. Não é menos verdade, porém, que o Sp. Braga teve menos vontade, concentração e arreganho do que o humilde opositor.

Depois de controlar facilmente o jogo durante 60 minutos, a equipa minhota conformou-se com o empate e com o caminhar gelado do jogo. Encolheu os ombros, pensou que pouco mais havia a fazer e não percebeu que do outro lado havia um opositor em crescendo.

A sobranceria minhota teve o seu esplendor máximo num passe errado de Hugo Viana e no posicionamento deficiente da defesa. Rudnevs agradeceu tamanha oferenda, galgou 30 metros sozinho e meteu a bola pelo meio das pernas de Artur Moraes. Um castigo justo para o pouco juízo do Sp. Braga, que desaproveitou uma oportunidade excelente de impor as suas regras nesta eliminatória.

A boa notícia para os pupilos de Domingos é que o 1-0 é perfeitamente reversível. Haja mais atitude, desejo, raça. A Europa do futebol não se compadece com registos pusilânimes.

Caiu neve em Poznan ao longo de todo o jogo. Fazer um passe curto não foi fácil, quanto mais um drible ou um remate de longe. Desde logo se percebeu que não iria ganhar a equipa com mais recursos técnicos, mas a que tivesse seriedade inatacável.

Talvez movido pela fiel falange de apoio, o Lech foi superior no segundo tempo e, além do golo, obrigou Artur Moraes a duas boas defesas. Apesar de extremamente limitado em alguns itens do jogo, a formação polaca aproveitou a parcimónia dos homens de Domingos, pouco contundentes nas acções em campo.

Em resumo, pode dizer-se que o Sp. Braga adormeceu sob o frio e o gelo, quando percebeu que tinha o controlo absoluto do encontro. Ao despertar, gelado no súbito desconforto da desvantagem, jamais foi incapaz de perturbar o guarda-redes contrário.

O único lance de perigo do Sp. Braga aconteceu aos 17 minutos, num cabeceamento de Lima. E isso diz quase tudo.

Retirado do Mais Futebol

15 de fevereiro de 2011

14 de fevereiro de 2011

Braga: 4º Grande para o Século XXI

Contra factos não há argumentos. Acaba de chegar mais um dado que coloca o Sporting de Braga no topo do futebol português. De acordo com a Federação Internacional para a História e a Estatística do Futebol, o Sporting de Braga é o 4º maior clube português no Século XXI. Confira os resultados nacionais (e mundiais):

1º (14) FC Porto, 1.873
2º (26) Sporting, 1.509
3º (44) Benfica, 1.356,5
4º (83) Sp. Braga, 957,5
5º (144) Marítimo, 663,5
6º (147) Boavista, 656
7º (198) União de Leiria, 542
8º (209) Guimarães, 517
9º (234) Belenenses, 482,5

13 de fevereiro de 2011

Braga 0 - Porto 2: Uma Equipa Perdida

Otamendi, pois claro. É impossível começar a escrever a crónica da vitória do F.C. Porto em Braga por outro lado. Provavelmente será impossível escrever a história do título do F.C. Porto sem passar também por ele. O central tornou-se fundamental esta noite: marcou dois golos e vestiu-se de herói.

Não é a primeira vez, é verdade. O argentino tranquilo, que um dia praticou boxe, tem uma espécie de atracção pelo golo: já marcou quatro golos neste campeonato, mais um na Liga Europa. Não era previsível. Como não era previsível, aliás, que fosse ele a decidir um jogo com esta importância.

Provavelmente por isso é que surgiu duas vezes solto, com espaço, com tempo e com arte para desbloquear o impasse em que o Sp. Braga tinha transformado o jogo. Naquele jeito calmo, sereno, praticamente sem se dar por ele, assumiu o papel de protagonista que todos colocavam nas costas de Hulk.

A importância da vitória só poderá ser verdadeiramente calculável daqui por umas semanas. Mas dá para ter uma ideia: poderá muito bem ser fundamental. Não há muito tempo, afinal, o Sp. Braga era candidato ao título. Já não o é, mas mantém a vontade de dizer qualquer coisa na luta pelo primeiro lugar.

Ora por isso, aliás, é que se preparou para fazer este jogo puxado atrás, à retaguarda, a um espaço curto em que colocava os dez jogadores de campo. Lima, o homem na teoria mais avançado, jogava em cima de Fernando. A partir daí a equipa diminuía os espaços, entregava à bola e defendia.

Marcava cada adversário em cima e só em contra-ataque se esticava no campo. Com um jogo duro e muita solidariedade, ia matando todas as intenções adversárias. Por isso o intervalo aproximava-se e registava apenas um tiraço de Hulk à barra e um remate de Belluschi, ambos do meio da rua.

Até que surge um herói: Otamendi, lá está. Em cima do intervalo o argentino ameaça rematar em força, atira em jeito e inverte por completo os dados do jogo. Um golo que pode valer um título. Virou o encontro do avesso, moralizou o F.C. Porto e deixou o Sp. Braga com uma grande dúvida: que fazer agora?

A formação de Domingos não estava preparada para assumir a responsabilidade de correr atrás do resultado. É verdade que o treinador trocou Salino por Hugo Viana, subiu a defesa, procurou descentralizar os jogadores e enfim ser mais ofensiva. Mas não o conseguiu. O Sp. Braga nunca dividiu o jogo.

Ora por isso quando Otamendi surgiu a fazer o segundo golo sentiu-se que a vitória era uma questão de tempo. Sentiu-se também que aquele resultado repunha um mínimo de justiça e que o F.C. Porto tinha acabado de dar um passo enorme para o título. O que sobrou foi um domínio completo do jogo.

Feitas as contas o F.C. Porto ultrapassou uma deslocação difícil (sobra a viagem à Luz), somou a oitava vitória consecutiva na Liga (a melhor sequência da época), conservou os onze pontos de vantagem e colocou pressão no Benfica para o derby da próxima semana. Bons ares, não?

Retirado do Mais Futebol

6 de fevereiro de 2011

Marítimo 1 - Braga 2: Relançar a Europa na Madeira

O Sporting de Braga obteve ontem um importante triunfo no reduto do Marítimo, consolidando o 5º lugar  e carimbando a segunda vitória consecutiva fora de portas na presente edição da Liga Portuguesa. Ainda o jogo estava no prólogo quando Hélder Barbosa, que muito tem brilhado em 2011, inaugurou o marcador com o golo mais rápido do campeonato. E quase tão rápido foi o golo dos bracarenses como a resposta dos maritimistas: Baba repôs a igualdade quando estavam decorridos três minutos de jogo. A partir daí só deu Braga, com um desfile de oportunidades desperdiçadas até ao final da primeira parte.

O segundo tempo abriu como fechou a primeira parte: o Braga a encostar o Marítimo às cordas. E tantas vezes o cântaro foi à fonte que aos 66 minutos Custódio havia de lhe partir a asa, desfazendo uma igualdade que teimava em impor-se. O resto do jogo foi um suplício para os bracarenses, encostados às cordas por um Marítimo que soube construir mas nunca soube finalizar. São Artur, guarda redes do Braga, segurou a igualdade até ao último minuto e o Braga foi à Madeira buscar três pontos muito importantes para a luta pela Europa. Ali mesmo onde os subsídios dos nossos impostos financiam o futebol.

4 de fevereiro de 2011

Obsessões

"O treinador do Guimarães tem a preocupação constante de falar no Braga, de beliscar o que é feito cá, de beliscar o clube e a cidade. Não sei se terá algum problema pessoal... Aquilo que lhes digo é que o V. Guimarães me merece o maior respeito, pois é um grande clube. Há limites para tudo e chega de ouvir tanta falta de respeito. Porque não dizer que o V. Guimarães, nos últimos 11 jogos, jogou nove em superioridade numérica? Já o Sporting de Braga tem jogado muitas vezes fora com menos um e estou a lembrar-me dos jogos de Leiria, de Guimarães, de Vila do Conde."

Domingos tem razão. Em Guimarães passa-se a maior parte do tempo a falar obsessivamente do Braga. E quanto às arbitragens, o Domingos também tem razão: aliança do Guimarães com o sistema está a render frutos nesse cápítulo.

2 de fevereiro de 2011

Ainda a "rivalidade" com Guimarães

Agora mais a frio, passado o rescaldo do Merelinense-Vitória e dos desacatos que terão acontecido, gostava de voltar ao assunto.
Eu estou muito preocupado. Um dia vai acontecer uma verdadeira tragédia. A questão entre Braga e Gumarães já ultrapassou os limites da rivalidade e vive-se neste momento um absoluto ódio que é completamente irracional. Estúpido! Demente!
A culpa, essa, é sempre atirada para o outro lado: os Marroquinos são os diabos para os de além-Ave e os Espanhóis são os demónios para os do lado de cá.
Perante isto, entramos num beco sem saída. Num absurdo total.
Braga e Guimarães têm uma história comum. Um história grandiosa. Braga e Guimarães têm dois grandes clubes, capazes de ombrear com os "grandes". Braga e Guimarães têm inimigos comuns: os "galifões" de Lisboa e do Porto que adoravam ver-nos desaparecer do mapa. E perante isto, andamos à pedrada. Que tem isto de inteligente? Absolutamente nada.
Da minha parte, deixo a minha "confissão": trabalhei 4 anos em Guimarães e adorei. Fiz lá amigos excelentes. Aprendi a gostar de Guimarães e dos vimaranenses. A rivalidade que o meu pai me ensinou a cultivar ensina-me a querer sempre Marrocos acima de Espanha. Mas a racionalidade ensina-me a não passar disso. Portanto, confesso: gosto de Guimarães, gosto dos vimaranenses e quero um Vitória forte, ao lado do Sporting Clube de Braga. E isto não é ser menos braguista. Bem, ao lado não, uns centímetros abaixo :)